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Ações da Novo Nordisk despencam 17% após revisão de previsão para o ano

Novo Nordisk reduz previsões de vendas e lucros para 2023, impactada pela concorrência e escassez de medicamentos GLP-1 nos EUA.

Frascos médicos e uma seringa são vistos com o logo da Novo Nordisk exibido em uma tela ao fundo. (Foto: Nurphoto | Nurphoto | Getty Images)
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  • A Novo Nordisk revisou suas projeções de vendas e lucros para 2023, resultando em uma queda de 17% nas ações da empresa.
  • A farmacêutica dinamarquesa agora espera um crescimento de vendas entre 8% e 14%, abaixo da previsão anterior de 13% a 21%.
  • O lucro operacional foi ajustado de 16% a 24% para 10% a 16%.
  • A revisão se deve a vendas mais fracas dos medicamentos Wegovy e Ozempic nos Estados Unidos, além da concorrência e da escassez de produtos GLP-1.
  • O novo CEO, Mike Doustdar, destacou a importância da resposta da empresa aos desafios atuais.

A Novo Nordisk anunciou uma revisão negativa em suas projeções de vendas e lucros para 2023, resultando em uma queda de 17% nas ações da empresa. A farmacêutica dinamarquesa agora espera um crescimento de vendas entre 8% e 14%, inferior à previsão anterior de 13% a 21%. O lucro operacional também foi ajustado, passando de 16% a 24% para 10% a 16%.

Os novos números refletem um desempenho abaixo do esperado para os medicamentos Wegovy e Ozempic nos Estados Unidos. A companhia atribuiu a revisão a fatores como a persistência do uso de medicamentos manipulados e uma expansão de mercado mais lenta do que o previsto. A empresa destacou que a concorrência e a escassez de seus produtos GLP-1 impactaram negativamente as vendas.

O novo CEO, Mike Doustdar, reconheceu a frustração com a queda nas ações, mas enfatizou que a resposta da Novo Nordisk aos desafios será crucial para o futuro. A empresa já havia reduzido suas expectativas em maio, após resultados decepcionantes no primeiro trimestre.

Desafios do Mercado

A escassez de medicamentos GLP-1, que se tornou popular, continua a ser um desafio. Lars Jøregensen, que está deixando a liderança da companhia, mencionou que cerca de um milhão de pacientes ainda utilizam versões manipuladas, mesmo após o FDA declarar o fim da escassez. A ex-parceira da Novo Nordisk, Hims & Hers, continua a comercializar essas versões, o que agrava a situação.

A concorrente Eli Lilly está pressionando o Congresso dos EUA para reforçar a aplicação das regras do FDA contra o mercado ilegal, o que pode impactar ainda mais a recuperação da Novo Nordisk.

Expectativas Futuras

Jøregensen expressou esperança de que a eliminação gradual dos medicamentos manipulados permitirá à Novo Nordisk recuperar sua fatia de mercado. O relatório do segundo trimestre da empresa será divulgado em 6 de agosto, e as expectativas são de que novos dados possam oferecer uma visão mais clara sobre a recuperação da companhia.

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