- Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), enfrenta pressão política crescente enquanto seu mandato se aproxima do fim.
- Uma pesquisa da CNBC mostra empate entre possíveis substitutos, com Scott Bessent e Kevin Warsh liderando, ambos com 24% das intenções de voto.
- O presidente Donald Trump tem solicitado cortes nas taxas de juros, criticando a atuação de Powell, embora tenha suavizado suas críticas após visitar a sede do Fed.
- A expectativa é de cortes nas taxas de juros, com analistas prevendo uma redução para cerca de 3,9% até o final do ano.
- Apesar de um cenário econômico mais otimista, 84% dos entrevistados consideram as ações do mercado sobrevalorizadas, refletindo preocupações com a volatilidade e o mercado de trabalho.
Jerome Powell, presidente do Fed, enfrenta crescente pressão política enquanto sua gestão se aproxima do fim. Uma pesquisa da CNBC revela um empate entre possíveis substitutos para Powell, com 24% dos entrevistados apontando o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o ex-governador do Fed, Kevin Warsh, como favoritos. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, segue de perto com 22%.
A administração Trump tem pressionado Powell a cortar as taxas de juros, alegando que ele não agiu rapidamente o suficiente. O presidente também criticou a gestão de reformas na sede do Fed, embora tenha amenizado suas críticas após uma visita ao local. Powell pode permanecer como governador até 2028, mesmo após o término de seu mandato em maio de 2026. A pesquisa indica que 84% dos respondentes acreditam que ele não será demitido antes do fim de seu mandato.
A expectativa de cortes nas taxas de juros persiste, mas a incerteza sobre tarifas e a economia continua. Embora 56% dos entrevistados afirmem que a pressão do presidente não impacta a política monetária, 42% acreditam que isso torna os cortes menos prováveis. A maioria dos analistas prevê cortes nas taxas em setembro e antes do final do ano, reduzindo a taxa de fundos para cerca de 3,9%.
A incerteza em torno das tarifas comerciais é vista como a principal ameaça à expansão econômica, mas a percepção sobre seu impacto tem diminuído. A probabilidade de uma recessão no próximo ano caiu para 31%, e o crescimento do PIB é projetado em 1,4%. Apesar de um cenário econômico mais otimista, 84% dos entrevistados consideram as ações do mercado sobrevalorizadas, refletindo preocupações com a volatilidade e o mercado de trabalho.
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