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Copom sinaliza pausa na Selic enquanto real se desvaloriza e Bolsa apresenta otimismo

Gestores de fundos adotam cautela com a Selic a 15% e ajustam posições em relação ao real, enquanto otimismo leve surge nas ações.

Foto: Freepik
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa Selic em 15% na reunião de quarta-feira, 30 de julho, segundo pesquisa da XP com gestores de fundos.
  • O mercado acredita que o ciclo de alta de juros chegou ao fim, levando a uma postura cautelosa entre os gestores.
  • As expectativas para a inflação e o PIB foram revisadas, com projeção de 5,07% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e crescimento de 2,35% para o PIB.
  • As posições vendidas em relação ao real aumentaram de 33% em junho para 59% em julho, indicando uma percepção negativa sobre a moeda brasileira.
  • Na Bolsa, as posições compradas subiram para 46%, refletindo um leve otimismo em relação à valorização das ações.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa Selic em 15% na reunião desta quarta-feira (30), segundo pesquisa da XP com gestores de fundos. O consenso no mercado indica que o ciclo de alta de juros chegou ao fim, levando os gestores a adotar uma postura cautelosa.

As expectativas para a inflação e o PIB também foram revisadas. A projeção para o IPCA é de 5,07% até o final do ano, alinhada ao Boletim Focus, enquanto o PIB deve crescer 2,35%, superando a previsão de 2,23%. Essa expectativa de recuo da inflação está atrelada à redução das pressões cambiais.

Cautela no Mercado de Juros

Os gestores demonstram divisão em suas estratégias no mercado de juros, com 46% adotando posicionamentos Aplicado e Neutro. Essa divisão reflete a incerteza sobre o impacto de variáveis econômicas, como o tarifaço, na decisão do Copom sobre cortes futuros na taxa de juros.

A pesquisa da XP também revelou uma mudança significativa nas posições em relação ao real. As posições vendidas aumentaram de 33% em junho para 59% em julho, enquanto as compradas caíram de 67% para 41%. Esse movimento sugere uma percepção negativa sobre a moeda brasileira, em um cenário desafiador.

Mudanças no Câmbio e Risco Global

No que diz respeito ao dólar, houve uma leve redução nas posições vendidas, que caíram de 95% para 74%, enquanto as compradas aumentaram de 5% para 26%. Isso indica que, apesar da tese de um dólar fraco, os gestores estão ajustando suas exposições à moeda americana após um início de ano forte.

O relatório também aponta uma leve redução do risco no mercado local e um aumento marginal do risco global. A perspectiva negativa para a economia brasileira caiu para 18%, em comparação a 83% em janeiro, enquanto o posicionamento neutro subiu para 50%.

Otimismo Moderado nas Bolsas

Na Bolsa, as posições compradas aumentaram para 46%, com 29% dos gestores em posição neutra e 25% vendidos. Esse cenário indica um leve otimismo em relação à valorização das ações brasileiras. A performance dos fundos multimercados também se mostrou promissora, superando o CDI, o que sugere que é possível ter retornos consistentes mesmo em períodos de alta volatilidade.

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