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Brasil registra perdas de mais de US$ 6 bilhões com desastres naturais na América Latina

América Latina registra perdas de US$ 6,67 bilhões em desastres naturais no primeiro semestre de 2025, com Brasil liderando os danos.

Perdas causadas por desastres naturais destacam a necessidade urgente de fortalecer as estratégias de resiliência climática na região - (Foto: Bloomberg/Tuane Fernandes)
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  • A América Latina registrou perdas econômicas de US$ 6,67 bilhões no primeiro semestre de 2025, um aumento de aproximadamente US$ 1,485 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • O Brasil foi o país mais afetado, com perdas estimadas em US$ 5,355 bilhões devido a quatro eventos severos, incluindo tempestades, seca e inundação.
  • O Paraguai enfrentou secas que causaram prejuízos de cerca de US$ 690 milhões, enquanto as inundações na Argentina resultaram em perdas de aproximadamente US$ 375 milhões.
  • A Colômbia lidou com deslizamentos de terra que deixaram mais de 20 mortos, evidenciando a vulnerabilidade da região a desastres climáticos.
  • A AON destacou a necessidade urgente de fortalecer a resiliência climática, com investimentos em infraestrutura adaptativa e sistemas de alerta precoce.

A América Latina enfrentou um aumento alarmante nas perdas econômicas devido a catástrofes naturais, totalizando US$ 6,67 bilhões no primeiro semestre de 2025. Esse valor representa um crescimento de aproximadamente US$ 1,485 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme relatório da AON. O Brasil foi o país mais impactado, com perdas estimadas em US$ 5,355 bilhões resultantes de quatro eventos severos, incluindo duas tempestades, uma seca e uma inundação.

Impactos Regionais

Além do Brasil, o Paraguai e a Argentina também sofreram danos significativos. O Paraguai enfrentou secas que causaram prejuízos de cerca de US$ 690 milhões, enquanto as inundações na Argentina resultaram em perdas de aproximadamente US$ 375 milhões. A Colômbia, embora sem estimativa oficial, lidou com deslizamentos de terra que deixaram mais de 20 mortos, destacando a vulnerabilidade da região a desastres climáticos.

Lina Toro, CEO de Resseguros da AON para Colômbia, Equador e Peru, ressaltou que os impactos foram exacerbados por mudanças climáticas e infraestrutura inadequada. O relatório enfatiza a necessidade urgente de fortalecer as estratégias de resiliência climática, incluindo investimentos em infraestrutura adaptativa e sistemas de alerta precoce.

Cenário Global

Globalmente, as perdas por desastres naturais atingiram US$ 162 bilhões no primeiro semestre de 2025, superando a média histórica. Os incêndios florestais na Califórnia e um terremoto em Myanmar foram os principais responsáveis por esse aumento. A AON também destacou que mais de 90% das perdas seguradas ocorreram nos Estados Unidos, principalmente devido a eventos climáticos extremos.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que a América Latina e o Caribe enfrentarão fenômenos climáticos severos, como furacões e secas, que ameaçam a segurança alimentar e a agricultura na região. A temperatura média na América Latina foi 0,90°C acima da média histórica, e a seca na Amazônia e no Pantanal brasileiro é uma preocupação crescente para o abastecimento de água a longo prazo.

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