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Governo antecipa retorno de imposto de 35% sobre carros elétricos desmontados

Governo brasileiro altera alíquota de importação de veículos eletrificados para janeiro de 2027 e concede cotas de importação de US$ 463 milhões.

Navio da BYD descarrega carga de veículos prontos da montadora no porto de Itajaí (SC) (Foto: Anderson Coelho-28.maio.25/Reuters)
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  • O governo brasileiro antecipou para janeiro de 2027 o aumento da alíquota do imposto de importação sobre kits CKD e SKD de veículos eletrificados, que passará de 14% para 35%.
  • A decisão foi anunciada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e atende a demandas de montadoras locais.
  • Além do aumento, foram concedidas cotas de importação com alíquota zero, totalizando US$ 463 milhões, por um período de seis meses.
  • A fabricante chinesa BYD solicitou uma redução temporária do imposto, gerando críticas de montadoras como Toyota, Volkswagen, General Motors e Stellantis.
  • As montadoras expressaram preocupação com o impacto da facilitação da importação sobre os investimentos no setor automotivo nacional.

O governo brasileiro anunciou a antecipação do retorno da alíquota de 35% sobre o imposto de importação de kits CKD e SKD para veículos eletrificados, que agora será aplicada a partir de janeiro de 2027, em vez de julho de 2028. A decisão foi divulgada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e reflete uma resposta às demandas das montadoras locais.

Atualmente, a alíquota está em 14%. Além do aumento, o governo também concedeu cotas de importação com alíquota zero, totalizando US$ 463 milhões para os kits de veículos eletrificados durante um período de seis meses. Essa medida visa equilibrar os interesses do governo e das montadoras já estabelecidas no Brasil.

A fabricante chinesa BYD havia solicitado uma redução temporária do imposto, gerando críticas de montadoras como Toyota, Volkswagen, General Motors e Stellantis. Essas empresas expressaram preocupação em uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a facilitação da importação de veículos desmontados poderia comprometer os investimentos no setor automotivo nacional.

As montadoras argumentam que a redução das tarifas poderia resultar em desemprego e desequilíbrio na balança comercial. A BYD, por sua vez, defendeu que seu pedido é razoável e que a resistência das concorrentes se deve ao seu crescimento no mercado, oferecendo produtos a preços mais competitivos.

A mudança na política de importação pode impactar diretamente a estratégia de produção e investimento das montadoras no Brasil, especialmente em um cenário de crescente concorrência no setor de veículos eletrificados.

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