- A Tata Motors anunciou a compra do grupo Iveco por 3,8 bilhões de euros, com o objetivo de criar um “campeão global” em veículos comerciais.
- O acordo deve ser finalizado no primeiro trimestre de 2026 e não inclui a divisão de defesa da Iveco, que será vendida para a Leonardo por 1,7 bilhão de euros.
- A nova empresa espera vender cerca de 540 mil veículos anualmente, com receita projetada de 22 bilhões de euros.
- As vendas serão distribuídas geograficamente em 50% na Europa, 35% na Índia e 15% nas Américas.
- A Iveco, que emprega cerca de 36 mil pessoas, teve faturamento de 15,3 bilhões de euros em 2024, com a venda de caminhões e ônibus representando a maior parte.
A Tata Motors anunciou a aquisição do grupo Iveco por 3,8 bilhões de euros (aproximadamente US$ 4,4 bilhões ou R$ 245 bilhões), com o objetivo de formar um “campeão global” no setor de veículos comerciais. O acordo, que deve ser finalizado no primeiro trimestre de 2026, não inclui a divisão de defesa da Iveco, que será vendida para a Leonardo por 1,7 bilhão de euros.
Com essa transação, a nova empresa combinada espera vender cerca de 540 mil veículos anualmente, gerando uma receita projetada de 22 bilhões de euros. A divisão geográfica das vendas será de 50% na Europa, 35% na Índia e 15% nas Américas. Ambas as empresas afirmaram que não há sobreposição em suas operações, o que deve resultar em uma entidade mais robusta e diversificada.
A Iveco, que emprega cerca de 36.000 pessoas, viu suas vendas de caminhões e ônibus representarem a maior parte de seu faturamento de 15,3 bilhões de euros em 2024. A venda da unidade de defesa, que contribuía com menos de 10% das receitas, é parte de uma estratégia maior da Tata Motors para expandir sua presença na Europa, onde já possui a Jaguar Land Rover.
A presidente da Iveco, Suzanne Heywood, destacou que as perspectivas dessa nova combinação são positivas, especialmente em termos de segurança no emprego e fortalecimento da presença industrial do grupo. A movimentação da Tata Motors também reflete um aumento de 11% nas ações da empresa em 2025, demonstrando a confiança do mercado nas novas direções estratégicas.
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