- O Japão deve anunciar a abertura de seu mercado para a carne bovina brasileira em novembro, durante a visita do primeiro-ministro japonês ao Brasil na COP30.
- A expectativa é que todos os estados brasileiros possam exportar, após a declaração de que o Brasil está livre de febre aftosa sem vacinação.
- O Brasil também busca expandir suas exportações para a Turquia e a Coreia do Sul, que, junto com o Vietnã, representam cerca de 30% da demanda global por carne bovina.
- O Vietnã já confirmou a abertura de seu mercado, enquanto as negociações com a Turquia envolvem detalhes técnicos e testes rigorosos nos animais.
- As tratativas com a Coreia do Sul enfrentam incertezas devido à crise política no país, com uma visita do Ministério da Agricultura brasileiro prevista para os próximos meses.
O Japão deve anunciar a abertura de seu mercado para a carne bovina brasileira em novembro, segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). A expectativa é que, após a declaração de que o Brasil está livre de febre aftosa sem vacinação, todos os estados possam exportar para o país asiático. O anúncio está previsto para coincidir com a visita do primeiro-ministro japonês ao Brasil durante a COP30.
Além do Japão, o Brasil busca expandir suas exportações para Turquia e Coreia do Sul, que, junto com o Vietnã, representam cerca de 30% da demanda global por carne bovina. Até o momento, apenas o Vietnã confirmou a abertura de seu mercado. Em relação à Turquia, Perosa destacou que estão sendo discutidos “detalhes técnicos” para garantir a exportação, incluindo testes rigorosos nos animais.
As negociações com a Coreia do Sul enfrentam maiores incertezas devido à crise política no país. O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, foi destituído em dezembro de 2024, o que atrasou as discussões. O Ministério da Agricultura brasileiro planeja uma visita à Coreia do Sul nos próximos meses para retomar as tratativas.
Perosa também comentou sobre as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, que podem inicialmente reduzir os preços da carne no Brasil. Contudo, ele alertou que a longo prazo, isso pode desestruturar o setor e levar à escassez do produto. As exportações brasileiras para os EUA, que somam cerca de 400 mil toneladas por ano, não têm um mercado alternativo que absorva esse volume. Caso as tarifas entrem em vigor, o setor pode perder até US$ 1 bilhão neste ano, impactando significativamente a cadeia produtiva.
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