- O JPMorgan anunciou uma parceria com a Coinbase em 30 de julho de 2025 para facilitar investimentos em criptomoedas.
- A iniciativa permitirá que clientes do banco comprem criptomoedas com cartões de crédito e convertam pontos em stablecoins, como o USDC.
- A implementação começará em 2025, com a conversão de pontos prevista para 2026.
- Melissa Feldsher, do JPMorgan, afirmou que a parceria visa aumentar a segurança e a privacidade dos dados dos clientes.
- Apesar da nova abordagem, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, mantém críticas ao bitcoin e não pretende realizar a custódia de criptomoedas.
O JPMorgan anunciou uma parceria com a Coinbase nesta quarta-feira, 30, para facilitar investimentos em criptomoedas para seus clientes. A iniciativa representa uma mudança significativa na postura do maior banco do mundo, que historicamente criticou o bitcoin e outras criptos, associando-as a atividades ilegais e sem valor intrínseco.
A parceria será implementada em fases, com início previsto para 2025. No próximo trimestre, clientes do JPMorgan poderão usar cartões de crédito para comprar criptomoedas na Coinbase. Além disso, o programa de recompensas do banco permitirá a conversão de pontos em stablecoins pareadas ao dólar, como o USDC, a partir do início de 2026. A conexão entre contas do JPMorgan e da Coinbase visa simplificar o processo de investimento em ativos digitais.
Melissa Feldsher, líder de Inovação em Pagamentos e Empréstimos do JPMorgan, destacou que a parceria busca aumentar a segurança e a privacidade dos dados dos clientes. Max Branzburg, da Coinbase, afirmou que a colaboração faz parte da estratégia da corretora para atrair uma nova geração de consumidores e ampliar o acesso a serviços financeiros.
Essa aproximação ocorre em um contexto de crescente adoção institucional de criptomoedas, impulsionada por avanços regulatórios nos Estados Unidos. Apesar disso, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, mantém sua postura crítica. Em declarações recentes, ele reiterou que o banco não pretende realizar a custódia de criptomoedas e que não é fã do bitcoin, que ele considera associado a crimes e fraudes.
João Galhardo, analista da Mynt, comentou que a nova parceria do JPMorgan demonstra que instituições antes resistentes estão se adaptando à demanda por acesso facilitado às criptomoedas, validando o setor aos olhos do consumidor tradicional. Essa iniciativa pode estabelecer padrões que acelerem ainda mais a adoção de ativos digitais no mercado.
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