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Ações da AB InBev despencam 9% devido à queda nas vendas globais

As ações da AB InBev despencam após queda de 1,9% nas vendas, resultando em perda de € 10,2 bilhões em valor de mercado.

Latas de cerveja Budweiser expostas à venda em um supermercado. (Foto: Sopa Images | Lightrocket | Getty Images)
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  • As ações da AB InBev caíram 11% em 31 de julho, após resultados abaixo do esperado no segundo trimestre.
  • A empresa registrou uma queda de 1,9% no volume de vendas, impactada principalmente pela redução no consumo na China e no Brasil.
  • No Brasil, a Ambev, controladora de marcas como Skol e Brahma, viu suas vendas caírem 4,9%, superando as expectativas de crescimento de 1,3%.
  • A América do Sul apresentou resultados decepcionantes, enquanto a América do Norte teve um leve aumento de 0,3% nos volumes.
  • Apesar do desempenho fraco, a AB InBev manteve a previsão de crescimento entre 4% e 8% no Ebitda, que subiu 6,5% no segundo trimestre.

As ações da AB InBev caíram 11% nesta quinta-feira, 31 de julho, após a divulgação de um desempenho abaixo do esperado no segundo trimestre. A maior cervejaria do mundo registrou uma queda de 1,9% no volume de vendas, impactada principalmente pela redução no consumo na China e no Brasil. Essa perda resultou em uma desvalorização de € 10,2 bilhões (aproximadamente US$ 11,6 bilhões) em valor de mercado.

No Brasil, onde a Ambev controla marcas como Skol e Brahma, os volumes de vendas caíram 4,9%, superando as expectativas de crescimento de 1,3%. A empresa atribuiu parte dessa queda a condições climáticas adversas e reconheceu que seu desempenho foi inferior ao do mercado. A situação no Brasil continua desafiadora, com a concorrente Heineken também adotando uma postura cautelosa em relação ao comportamento do consumidor.

Desempenho Regional

A América do Sul apresentou resultados decepcionantes, enquanto a América do Norte foi a única região a superar as expectativas, com um leve aumento de 0,3% nos volumes, impulsionado pelos Estados Unidos e Canadá. Na China, o consumo continua afetado por uma desaceleração econômica e pela redução de eventos corporativos, levando os consumidores a preferirem o consumo em casa.

Apesar do desempenho fraco, a AB InBev manteve sua previsão de crescimento entre 4% e 8% no Ebitda, que subiu 6,5% no segundo trimestre, alcançando US$ 5,3 bilhões. A receita aumentou em 70% dos mercados em que a empresa atua, e, excluindo Brasil e China, os volumes cresceram 0,7%. Nos Estados Unidos, marcas como Michelob Ultra e Busch Light continuam a ganhar espaço, assim como as cervejas sem álcool, que tiveram um crescimento significativo no trimestre.

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