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Agência brasileira de exportações promete ampliar exceções às tarifas impostas

Governo brasileiro busca ampliar isenções tarifárias enquanto setores afetados enfrentam desafios significativos nas exportações para os EUA

Foto: Reprodução
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  • O governo dos Estados Unidos isentou 694 produtos brasileiros da tarifa de 50%, o que representa 44,6% das exportações do Brasil para o país.
  • Os itens isentos incluem aeronaves, celulose e suco de laranja.
  • A medida visa reduzir o impacto econômico da nova política tarifária, que ainda afeta 60% dos produtos brasileiros.
  • O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, afirmou que a lista de isenções pode ser ampliada e que as negociações continuam.
  • As isenções representam mais de US$ 18 bilhões das exportações brasileiras para os EUA em 2024.

BRASÍLIA – O governo dos Estados Unidos anunciou que 694 produtos brasileiros estarão isentos da tarifa de 50% imposta recentemente, o que representa 44,6% das exportações do Brasil para o país. A medida, que abrange itens como aeronaves, celulose e suco de laranja, busca mitigar o impacto econômico da nova política tarifária.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, reconheceu que, apesar das isenções, a situação ainda é preocupante. Ele afirmou que a Apex está mobilizada para ampliar a lista de produtos isentos e que a mudança na data de entrada em vigor das tarifas, de 1º para 6 de agosto, oferece um prazo adicional para negociações.

Os produtos isentos representam mais de US$ 18 bilhões das exportações brasileiras para os EUA em 2024, correspondendo a 40% do total exportado. Viana destacou que a lista inclui itens essenciais que os Estados Unidos não produzem em quantidade suficiente, o que pode facilitar a defesa de sua importação.

Impacto das Tarifas

Embora as isenções tenham aliviado parte da pressão sobre os exportadores, 60% dos produtos ainda enfrentarão a tarifa elevada. Isso representa um desafio significativo para setores como café e carne, que não foram contemplados nas isenções e estão buscando alternativas para garantir sua competitividade no mercado americano.

O governo brasileiro, por meio de seus representantes, continua a trabalhar em novas negociações com Washington. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda Fernando Haddad estão à frente das discussões, visando proteger o máximo possível das exportações brasileiras.

As isenções são vistas como um passo importante para manter o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos, apesar das tensões comerciais. A expectativa é que as negociações em andamento possam resultar em mais produtos sendo excluídos das tarifas, beneficiando a economia brasileira.

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