- A usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), segue com o futuro incerto, com dois terços das obras concluídas.
- O projeto foi paralisado em 2015 devido a escândalos de corrupção e agora passará por um novo estudo de viabilidade, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- A Eletronuclear, responsável pela usina, solicitou a suspensão de pagamentos de dívidas até 2026, enfrentando uma dívida de aproximadamente R$ 7 bilhões.
- O governo e a Eletrobras acordaram novas condições para a construção, incluindo a não necessidade de aporte de recursos pela Eletrobras.
- Um estudo anterior indicou que seriam necessários R$ 23 bilhões para concluir a usina, enquanto desistir do projeto custaria R$ 21 bilhões.
A usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), permanece com seu futuro incerto, mesmo com dois terços das obras concluídas. O projeto, paralisado em 2015 devido a escândalos de corrupção, agora passará por um novo estudo de viabilidade, a ser realizado pelo BNDES. A Eletronuclear, responsável pela usina, informou que a avaliação é necessária após um acordo entre o governo e a Eletrobras.
Com a privatização da Eletrobras, a União solicitou mais assentos no Conselho de Administração da empresa, que agora terá três cadeiras para o governo. Em contrapartida, a Eletrobras não precisará mais aportar recursos para a construção de Angra 3. O novo estudo do BNDES reavaliará a viabilidade do projeto, considerando o cenário atual de negociações.
Um estudo anterior indicou que seriam necessários R$ 23 bilhões para concluir a usina, enquanto desistir do projeto custaria R$ 21 bilhões. Até o momento, já foram gastos cerca de R$ 12 bilhões. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda não chegou a um consenso sobre o futuro da usina, que é considerada crucial para a segurança energética do Brasil, com capacidade para atender 4,5 milhões de habitantes e gerar 70% do consumo elétrico do Rio de Janeiro.
Diante da indefinição, a Eletronuclear solicitou a suspensão de pagamentos de dívidas com o BNDES e a Caixa Econômica Federal até 2026. A estatal enfrenta uma dívida de aproximadamente R$ 7 bilhões e custos operacionais anuais de R$ 800 milhões. Especialistas destacam que a energia nuclear pode se tornar ainda mais relevante com o aumento das fontes renováveis, que são intermitentes.
A Eletronuclear também planeja abrir uma licitação para contratar uma empresa ou consórcio responsável pela finalização das obras. A estratégia envolve levantar até 90% dos recursos por meio de parcerias com a iniciativa privada. Atualmente, o Brasil opera duas usinas nucleares, Angra 1 e Angra 2, que juntas representam apenas 0,8% da capacidade instalada do país.
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