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Cientista afirma que pessoa que viverá até 150 anos já nasceu no mundo atual

David Sinclair prevê avanços em reprogramação epigenética para prolongar a vida humana, com testes clínicos em humanos até 2026

Foto: Reprodução
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  • O geneticista da Universidade Harvard, David Sinclair, afirmou que a primeira pessoa a viver até os 150 anos já nasceu.
  • Sinclair destacou a reprogramação epigenética como uma técnica promissora para reverter danos do envelhecimento.
  • Os primeiros resultados de pesquisas, como o Dog Aging Project, mostraram avanços em camundongos e primatas, incluindo a recuperação de nervos ópticos.
  • Testes clínicos em humanos devem começar até 2026, inicialmente focando em doenças oculares, mas os custos das terapias atuais variam entre US$ 300 mil e US$ 2 milhões.
  • A expectativa é que a inteligência artificial ajude a reduzir esses custos e acelere a descoberta de compostos antienvelhecimento até 2035.

A possibilidade de viver até os 150 anos está se tornando uma realidade mais palpável. O geneticista da Universidade Harvard, David Sinclair, afirmou que “a primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu”. Essa declaração foi feita em julho durante uma entrevista ao podcast Moonshots. Sinclair aposta na reprogramação epigenética, uma técnica que pode reverter os danos do envelhecimento ao “resetar” o relógio biológico das células.

Os primeiros resultados dessa pesquisa, que faz parte do Dog Aging Project, mostraram avanços significativos em camundongos e primatas, como a recuperação de nervos ópticos. Os testes clínicos em humanos estão previstos para começar até 2026, com foco inicial em doenças oculares. Entretanto, o custo das terapias atuais é elevado, variando entre US$ 300 mil e US$ 2 milhões, o que limita o acesso à maioria da população.

Avanços e Desafios

A expectativa é que, até 2035, os avanços em inteligência artificial ajudem a reduzir esses custos e possibilitem o desenvolvimento de uma “pílula rejuvenescedora”. Sinclair acredita que a IA pode acelerar a descoberta de compostos antienvelhecimento, analisando grandes volumes de dados genéticos. Empresas de biotecnologia estão investindo bilhões nessa nova área, enquanto a revista Nature Aging publica estudos sobre rejuvenescimento de órgãos em animais.

Apesar do otimismo, a ideia de prolongar a vida humana enfrenta ceticismo. Alguns cientistas alertam que a busca pela imortalidade pode desviar a atenção de soluções mais simples e eficazes, como as práticas de vida das zonas azuis. Nessas regiões, onde a população frequentemente ultrapassa os 90 anos com qualidade de vida, fatores como dieta equilibrada, vínculos comunitários e baixos níveis de estresse são fundamentais.

A expectativa global de vida é de cerca de 73 anos, com países como o Japão alcançando 84 anos. A busca por prolongar a vida, seja por métodos naturais ou tecnológicos, é uma constante na história da humanidade. A diferença atual é que a ciência pode não apenas retardar o envelhecimento, mas também revertê-lo, trazendo a era da longevidade extrema mais próxima do que nunca.

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