- A dívida bruta do Brasil subiu para 76,6% do PIB em junho de 2023, em comparação a 76,1% em maio.
- O déficit primário foi de R$ 47,1 bilhões, superando as expectativas do mercado.
- O governo central registrou um déficit de R$ 43,5 bilhões, enquanto estados e municípios contribuíram com déficits de R$ 954 milhões e R$ 2,6 bilhões, respectivamente.
- As receitas do setor público permaneceram estáveis, mas as despesas aumentaram 1,6%. O déficit primário de junho foi 15% maior que o do mesmo mês do ano anterior.
- A dívida líquida do setor público subiu para 62,9% do PIB, e os gastos com juros totalizaram R$ 61 bilhões, com um resultado nominal negativo de R$ 108,1 bilhões.
A dívida bruta do Brasil alcançou 76,6% do PIB em junho de 2023, um aumento em relação aos 76,1% registrados em maio. O dado foi divulgado pelo Banco Central e reflete um cenário fiscal deteriorado, com um déficit primário de R$ 47,1 bilhões, superando as expectativas do mercado.
O desempenho fiscal do setor público consolidado foi impactado por um déficit de R$ 43,5 bilhões do governo central. Estados e municípios também contribuíram para o rombo, com déficits de R$ 954 milhões e R$ 2,6 bilhões, respectivamente. A dívida líquida do setor público subiu para 62,9% do PIB, um aumento em relação aos 62,0% do mês anterior.
Desempenho das Receitas e Despesas
As receitas do setor público permaneceram praticamente estáveis, enquanto as despesas aumentaram 1,6%. O déficit primário de junho de 2023 foi 15% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior, quando o rombo foi de R$ 40,9 bilhões. No acumulado dos últimos doze meses, o déficit nominal atingiu R$ 894,4 bilhões, representando 7,3% do PIB.
Os gastos com juros totalizaram R$ 61 bilhões em junho, uma redução em relação ao mesmo mês de 2024. Essa diminuição foi influenciada por operações de swap cambial, que resultaram em um ganho de R$ 20,9 bilhões. O resultado nominal, que inclui o déficit primário e os juros, ficou negativo em R$ 108,1 bilhões.
Perspectivas Fiscais
A situação fiscal do Brasil continua a ser um desafio, com a dívida bruta crescendo e déficits recorrentes. O superávit primário acumulado nos últimos doze meses foi de R$ 17,9 bilhões, equivalente a 0,15% do PIB. A deterioração fiscal observada em junho levanta preocupações sobre a sustentabilidade das contas públicas e a capacidade do governo de controlar a dívida.
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