- O setor de alumínio brasileiro enfrentará uma nova tarifa de 50% sobre produtos nacionais a partir de 6 de agosto.
- A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) estima prejuízos de até R$ 1,15 bilhão em 2024, afetando as exportações de bauxita e óxido de alumínio.
- As tarifas sobre produtos de alumínio nos Estados Unidos já haviam aumentado de 10% para 25% desde o início do governo do presidente Donald Trump.
- As exportações brasileiras de alumínio caíram 28% no primeiro semestre de 2024, resultando em uma perda de US$ 46 milhões.
- A Abal alerta que a nova tarifa pode inviabilizar o acesso de diversos produtos ao mercado americano e afetar toda a cadeia produtiva de alumínio.
O setor de alumínio brasileiro enfrenta um novo desafio com a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos nacionais, que começará a valer em 6 de agosto. A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) estima que essa medida pode resultar em prejuízos de até R$ 1,15 bilhão em 2024, impactando diretamente as exportações de bauxita e óxido de alumínio.
Desde o início do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as tarifas sobre produtos de alumínio já haviam aumentado, passando de 10% para 25%. A nova ordem executiva, embora não cumulativa, exclui itens essenciais da lista de isenções, como a bauxita e o óxido de alumínio, que agora estarão sujeitos à nova sobretaxa. Em 2023, as exportações para os EUA totalizaram US$ 773 milhões, representando 14% do total exportado pelo setor.
Impactos Diretos nas Exportações
As exportações brasileiras de alumínio já apresentaram uma queda de 28% no primeiro semestre de 2024, resultando em uma perda de US$ 46 milhões. A Abal alerta que cerca de um terço das exportações para os Estados Unidos estará sujeito à nova tarifa, o que pode inviabilizar o acesso de diversos produtos ao mercado americano.
Além das perdas diretas, a Abal destaca os riscos indiretos que podem afetar toda a cadeia produtiva. Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de alumina para os EUA, insumo que representa 90% do alumínio primário produzido no país. A interrupção nas exportações pode gerar desequilíbrios que afetarão não apenas o Brasil, mas também o Canadá, onde a alumina é crucial para a transformação do alumínio primário.
Integração Produtiva em Risco
A Abal enfatiza que a integração produtiva entre Brasil, Estados Unidos e Canadá é forte. Os efeitos das tarifas podem se estender a produtos que não estão sujeitos à sobretaxa, comprometendo a previsibilidade das operações industriais nos três países. A situação atual levanta preocupações sobre a sustentabilidade da cadeia produtiva global de alumínio, com impactos diretos e indiretos que podem ser sentidos em diversas etapas da produção.
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