- O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) informou que 25% das exportações minerais do Brasil para os Estados Unidos serão impactadas por novas tarifas a partir de 6 de agosto.
- O setor mineral é importante para indústrias americanas, como a aeronáutica e a bélica.
- Minerais como caulim, cobre, manganês, vanádio, bauxita e algumas pedras ornamentais não serão afetados pelo aumento tarifário.
- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, está em negociações para reduzir as alíquotas, argumentando que tarifas de 50% são desproporcionais.
- Especialistas acreditam que as exceções e a prorrogação do início da taxação oferecem uma oportunidade para o Brasil negociar com mais segurança.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) revela que 25% das exportações minerais brasileiras para os Estados Unidos sofrerão impacto devido ao aumento das tarifas, que entra em vigor em 6 de agosto. O setor mineral, que exporta principalmente minerais in natura, é crucial para diversas indústrias americanas, incluindo a aeronáutica e a bélica.
Os minerais que não serão afetados pelo aumento tarifário incluem caulim, cobre, manganês, vanádio, bauxita e algumas pedras ornamentais. O advogado Victor Taranto, especialista em Direito Minerário, destaca que a pauta dos minerais estratégicos foi utilizada como moeda de troca nas negociações com a China e em relação ao apoio militar dos EUA à Ucrânia. Ele ressalta a imprevisibilidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos.
Negociações em Andamento
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, se reuniu com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, em São Paulo. Em entrevista à TV Globo, Alckmin afirmou que está buscando a redução das alíquotas para todos os produtos, argumentando que não faz sentido ter uma tarifa de 50% para um grande comprador como os EUA.
Celso Figueiredo, colíder da equipe de Direito Internacional no escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, acredita que as exceções e a prorrogação do início da taxação oferecem uma oportunidade para os negociadores brasileiros. Ele sugere que as discussões devem focar em aspectos técnicos, evitando temas como o perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou a regulação das big techs. Figueiredo observa que a situação atual permite ao Brasil negociar com mais segurança, especialmente com a exceção para o minério de ferro.
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