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Siderúrgicas de ferro-gusa voltam a exportar para os EUA após isenção de tarifas

Setores brasileiros respiram aliviados com a redução das tarifas de exportação para os EUA, que agora são de 10%.

Linha de produção de ferro-gusa da CBF Indústria de Gusa situada em João Neiva (ES) (Foto: CBF/Divulgação)
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  • O governo dos EUA excluiu 694 produtos das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump.
  • Entre os produtos isentos estão ferro-gusa, celulose, minério de ferro e papel, essenciais para a indústria americana.
  • A siderúrgica SDS retoma embarques para os EUA com tarifa reduzida para 10%. No ano passado, o Brasil exportou 3,3 milhões de toneladas de ferro-gusa, gerando US$ 1,65 bilhão.
  • A presidente da CBF Indústria de Gusa, Silvia Nascimento, afirmou que a exclusão evita paralisações na produção.
  • A lista de produtos isentos representa 42% das exportações brasileiras para os EUA em volume e 23% em valor. O setor de máquinas e equipamentos não foi incluído nas exceções.

O governo dos EUA anunciou a exclusão de 694 produtos das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida, publicada nesta quarta-feira, 30, traz alívio a setores como o de siderurgia, que enfrentavam incertezas desde o anúncio das tarifas.

Entre os produtos isentos estão ferro-gusa, celulose, minério de ferro e papel, essenciais para a indústria americana. O empresário Frederico Henriques Lima e Silva, da siderúrgica SDS, afirmou que a empresa retoma os embarques para os EUA, reduzindo a tarifa para 10%. No ano passado, o Brasil exportou 3,3 milhões de toneladas de ferro-gusa para os americanos, gerando US$ 1,65 bilhão em divisas.

O setor guseiro, que conta com 63 empresas, depende fortemente do mercado americano, com algumas siderúrgicas tendo até 90% de suas vendas voltadas para os EUA. Minas Gerais é o principal estado produtor, respondendo por 70% da produção nacional. A SDS planeja aumentar a produção em sua usina de Divinópolis, com 12 mil toneladas mensais destinadas a usinas de aço americanas.

A presidente da CBF Indústria de Gusa, Silvia Nascimento, expressou alívio com a exclusão do ferro-gusa da tarifa, evitando a necessidade de paralisar a produção ou conceder férias coletivas. A empresa, que produz 260 mil toneladas anualmente, também retoma embarques que estavam suspensos devido à incerteza das tarifas.

A lista de produtos isentos representa 42% das exportações brasileiras para os EUA, em volume, e 23% em valor. A especialista Ana Caetano, do Veirano Advogados, destacou que o decreto também menciona a possibilidade de retaliação por parte do Brasil, caso o país decida aumentar tarifas sobre produtos americanos.

Por outro lado, o setor de máquinas e equipamentos não foi incluído nas exceções. José Velloso, presidente da Abimaq, acredita que a lista priorizou produtos que os EUA não conseguem adquirir de outros países rapidamente. Ele ressalta a importância de evitar retaliações, considerando a competitividade do setor americano.

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