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Tarifas elevadas afetam café solúvel brasileiro em diversos países além dos EUA

Produtores de café solúvel buscam reduzir tarifas elevadas em mercados internacionais para aumentar exportações e competitividade do setor

Indústria de fabricação de café solúvel no Espírito Santo (Foto: Divulgação Real Café)
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  • Produtores de café solúvel brasileiro enfrentam tarifas elevadas em mercados como os Estados Unidos, Alemanha, China e Coreia do Sul.
  • Essas tarifas comprometem a competitividade do café brasileiro em comparação com concorrentes como Vietnã, México e Colômbia.
  • O Brasil exporta cerca de quatro milhões de sacas de café solúvel, representando menos de 10% das exportações totais do setor.
  • A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) destaca a necessidade de acordos comerciais e melhorias na infraestrutura para aumentar a competitividade.
  • O acordo entre Mercosul e União Europeia pode aumentar em 20% as vendas do café solúvel brasileiro, mas é necessário reduzir os custos de transporte.

Os produtores de café solúvel brasileiro enfrentam desafios significativos devido a tarifas elevadas em diversos mercados, especialmente nos Estados Unidos. Representantes do setor estão em busca de negociações para reduzir essas taxas, que comprometem a competitividade do produto brasileiro.

Além das tarifas americanas, países como Alemanha, China e Coreia do Sul também impõem impostos altos sobre o café solúvel brasileiro. Em comparação, produtos de concorrentes como Vietnã, México e Colômbia não enfrentam as mesmas barreiras tarifárias. Atualmente, o Brasil exporta cerca de quatro milhões de sacas de café solúvel, representando menos de 10% das exportações totais do setor, que superaram 45 milhões de sacas na safra 24/25.

Desafios e Oportunidades

O café solúvel, feito principalmente do café conilon, possui um valor agregado maior e gera mais empregos em comparação ao café em grão, com uma proporção de 5 para 1. Marcio Candido Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), destaca que as tarifas elevadas resultam em situações em que o café brasileiro é processado em outros países e reexportado, o que prejudica a economia local.

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) aponta que a disparidade tarifária torna a competição quase impossível, especialmente em mercados emergentes da Ásia, onde o consumo de café instantâneo cresce rapidamente. Fabio Sato, presidente da Abics, menciona que enquanto o Vietnã possui 13 fábricas de café solúvel, o Brasil conta com apenas sete.

Necessidade de Acordos Comerciais

Sato enfatiza a importância de acordos comerciais para melhorar a situação do setor. O acordo entre Mercosul e União Europeia poderia aumentar em 20% as vendas do café solúvel brasileiro. Contudo, ele ressalta a necessidade de melhorias na infraestrutura interna, já que o custo de transporte da produção até as fábricas é elevado. O governo está ciente da situação e o momento é propício para avançar nas negociações e investimentos necessários.

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