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Ceará propõe compra de pescados para exportação aos EUA em reunião com Haddad

Governador do Ceará propõe medidas para mitigar impactos da tarifa de 50% dos EUA sobre exportações locais, visando proteger produtores

Elmano de Freitas (PT-CE) em live nas redes sociais — Foto: Divulgação
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  • O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 3 de agosto.
  • O encontro abordou os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começa a valer em 6 de agosto.
  • A tarifa exclui o aço, que representa mais de 60% das exportações do Ceará, mas afeta setores como pescado, fruticultura, cera de carnaúba e castanha de caju.
  • Elmano sugeriu que o governo compre produtos destinados à exportação para garantir renda aos produtores locais.
  • O governo cearense busca estratégias para preservar a competitividade dos produtos locais, evitando prejuízos para os empresários do estado.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se reuniu nesta sexta-feira, 3 de agosto, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir os impactos da tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, exclui o aço, que representa mais de 60% das exportações do estado, mas afeta setores como pescado, fruticultura, cera de carnaúba e castanha de caju.

Durante o encontro, Elmano apresentou sugestões para mitigar os efeitos da tarifa, destacando a possibilidade de o governo adquirir produtos destinados à exportação. “Trouxemos a possibilidade de aquisição pelo governo, seja do estado do Ceará, seja dos nossos municípios, de produtos que exportamos para os EUA,” afirmou o governador. A proposta visa garantir renda aos produtores locais e evitar perdas significativas no mercado.

O governador ressaltou que cada setor produtivo possui características únicas e que, em alguns casos, a compra direta pelo Estado é uma alternativa viável. “Queremos ampliar essa possibilidade e esse mecanismo,” disse Elmano, enfatizando a necessidade de mudanças na legislação para permitir que estados e municípios apoiem setores produtivos em momentos de crise.

A tarifa afeta quase 700 produtos, e o governo cearense busca estratégias para preservar a competitividade dos produtos locais, evitando prejuízos para os empresários do estado.

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