- Eduardo Bolsonaro se reuniu com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos na última sexta-feira (1º) para solicitar o bloqueio total das contas bancárias do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- O deputado argumentou que os bancos brasileiros não estão aplicando corretamente as sanções impostas pela Lei Magnitsky.
- Durante a reunião, Eduardo apresentou traduções de reportagens que sugeriam que as sanções se aplicavam apenas a transações em dólar.
- Os representantes americanos esclareceram que as restrições valem para qualquer operação financeira, independentemente da moeda.
- O ministro Gilmar Mendes criticou a ação de Eduardo, chamando-a de “ato de traição à pátria” e afirmando que ataca a soberania nacional.
A ofensiva de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, intensificou-se após a imposição de sanções pela Lei Magnitsky. Na última sexta-feira (1º), o deputado licenciado se encontrou com representantes do Departamento de Estado dos EUA para solicitar um bloqueio total das contas bancárias de Moraes. Eduardo argumentou que os bancos brasileiros não estão aplicando as sanções de forma adequada.
Durante a reunião, o deputado apresentou traduções de reportagens que sugeriam uma interpretação restrita das sanções, afirmando que apenas transações em dólar estariam suspensas. No entanto, os representantes americanos esclareceram que as restrições se aplicam a qualquer operação financeira, independentemente da moeda utilizada. A CNN Brasil apurou que, sob pressão de Eduardo, os EUA podem notificar diretamente os bancos no Brasil, exigindo o congelamento das contas de Moraes, sob pena de sanções às instituições que mantiverem vínculos com ele.
Reação do Judiciário
A atuação de Eduardo foi criticada pelo ministro Gilmar Mendes, que, durante a abertura dos trabalhos do Judiciário, a classificou como um “ato de traição à pátria”. Mendes afirmou que os ataques à soberania nacional são incentivados por “radicais inconformados com a derrota eleitoral”. O discurso foi interpretado como uma resposta direta a Eduardo, que se posiciona nos EUA em favor da anistia a golpistas e contra o julgamento de seu pai pela tentativa de golpe de Estado.
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