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Elétricas da Bolsa se preparam para leilão que pode quitar passivo de R$ 1 bilhão

Leilão de R$ 1,1 bilhão pode reestruturar dívidas de PCHs e prorrogar concessões de grandes UHEs, impactando o setor elétrico nacional

UHE Tres Marias Cemig (Foto: Divulgação)
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  • O governo brasileiro agendou um leilão para 1º de agosto, com o objetivo de liquidar R$ 1,1 bilhão em dívidas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
  • A iniciativa permitirá que grandes usinas hidrelétricas (UHEs) prorrogem suas concessões.
  • Empresas como Cemig, Auren, Engie Brasil, Eletrobras e Enel Américas devem participar do leilão.
  • As UHEs vencedoras poderão renovar suas concessões por até sete anos, com base em preços e despesas operacionais definidos.
  • O andamento do leilão depende de definições regulatórias, e há riscos de judicialização e adiamentos.

O governo brasileiro agendou um leilão para o dia 1º de agosto, com o objetivo de liquidar R$ 1,1 bilhão em dívidas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Essa iniciativa permitirá que grandes usinas hidrelétricas (UHEs) prorrogem suas concessões, com a participação de empresas como Cemig e Auren.

O Santander analisa que o leilão pode ser uma oportunidade para as grandes geradoras, com retornos reais estimados entre 10% e 13%. Contudo, o impacto no valor presente líquido (VPL) deve ser limitado, dado o porte reduzido do certame. A proposta visa transformar o passivo das PCHs em créditos que facilitarão a prorrogação das concessões das UHEs. As usinas que oferecerem os maiores valores por esses créditos serão as vencedoras, enquanto as PCHs precisarão encerrar disputas judiciais e quitar suas dívidas.

Participação das Empresas

Entre as empresas que devem participar estão Cemig, Auren, Engie Brasil, Eletrobras e Enel Américas. A Cemig se destaca, pois possui concessões que vencem em 2027, tornando-se mais competitiva, apesar das tarifas de transmissão elevadas. Por outro lado, a Auren apresenta maior capacidade elegível e custos de transmissão mais baixos, o que pode favorecer sua participação.

As UHEs vencedoras poderão renovar suas concessões por até sete anos, com base em premissas como preço de energia de R$ 229,85 por megawatt-hora (MWh) e despesas operacionais de R$ 95,81/MWh. O leilão pode possibilitar a renovação de cerca de 480 MW de capacidade firme para concessões vencendo em 2027 e aproximadamente 810 MW para aquelas com vencimento em 2032.

Riscos e Expectativas

O Santander alerta para o risco de tarifas de transmissão elevadas, que podem comprometer a viabilidade dos projetos. A expectativa de preços futuros mais altos pode atrair mais participantes. O andamento do leilão, no entanto, depende de definições regulatórias, com a Aneel adiando a votação de ajustes às regras, o que aumenta o risco de judicialização e possíveis adiamentos.

Desde 2014, o setor elétrico brasileiro enfrenta um déficit hídrico, levando as geradoras a acumular passivos financeiros. O novo leilão busca liquidar o passivo remanescente das PCHs, que totaliza R$ 1,1 bilhão, e representa uma nova tentativa do governo de estabilizar o setor.

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