- Os Estados Unidos impuseram novas tarifas sobre produtos importados do Brasil, afetando principalmente o setor agropecuário.
- O deputado Eduardo Bolsonaro considerou a sobretaxa “legítima”.
- Apenas 6% dos produtos agropecuários brasileiros foram isentos, resultando em um aumento de 50% nas tarifas para 21% das exportações do setor.
- Produtos como café, carne bovina e açúcar enfrentarão custos mais altos devido às novas tarifas.
- A economista Verônica Lazarini Cardoso, da LCA Consultoria, destacou que o setor agro é o mais impactado, enquanto combustíveis e aeronaves foram isentados.
Os Estados Unidos impuseram novas tarifas sobre produtos importados do Brasil, impactando fortemente o setor agropecuário, um dos principais apoiadores do governo Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro classificou a sobretaxa como “legítima”, enquanto apenas 6% dos produtos agropecuários brasileiros foram isentos, resultando em um aumento de 50% nas tarifas para 21% das exportações do setor.
A nova lista de tarifas, publicada nesta quarta-feira, revela que quase um terço das exportações brasileiras para os EUA é composto por produtos agropecuários. Com a aplicação da sobretaxa, itens como café, carne bovina e açúcar enfrentarão um aumento significativo nos custos. A economista Verônica Lazarini Cardoso, da LCA Consultoria, destaca que o setor agro é o mais afetado, já que outros setores, como combustíveis e aeronaves, foram isentados.
Além disso, a análise mostra que 19% da pauta brasileira de exportação, referente a combustíveis, e 7%, referente a aeronaves, não sofrerão a sobretaxa. Em contrapartida, produtos como minério e aço, que representam 18% das exportações, terão 13% taxados e 5% isentos. Máquinas e equipamentos, que equivalem a 13% das exportações, também foram impactados, com 9% sujeitos à sobretaxa.
O professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, Carlos Frederico de Souza Coelho, observa que a imposição de tarifas pode complicar a logística de produtos como o café, que, apesar da demanda global, exigirá a reestruturação de cadeias logísticas. A situação é crítica, especialmente para produtos com menor valor, como o açaí, que é produzido no Pará e tem o mercado americano como um dos principais destinos.
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