- Os Estados Unidos apresentaram crescimento econômico entre 2,5% e 3% nos últimos anos, mas agora enfrentam uma desaceleração, com previsões de crescimento reduzido para 1% a 1,5%.
- André Jakurski, sócio-fundador da JGP, afirmou que a economia não entrou em recessão, mas a estabilidade é artificial, sustentada por políticas fiscais e monetárias expansionistas.
- Durante uma discussão, Jakurski e Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset, alertaram sobre a necessidade de rolagem de 35% da dívida pública americana nos próximos 12 meses.
- Jakurski criticou o afrouxamento quantitativo, que considera um financiamento da dívida pública, e destacou que a dívida americana aumentou de US$ 10 trilhões em 2008 para US$ 37 trilhões atualmente.
- Stuhlberger mencionou que o crescimento caiu de 2,8% para 1,5%, caracterizando um cenário de miniestagflação, e que o otimismo do mercado não reflete a força real da economia.
Os Estados Unidos, que apresentaram um crescimento econômico entre 2,5% e 3% nos últimos anos, enfrentam uma desaceleração, com previsões de crescimento reduzido para 1% a 1,5%. André Jakurski, sócio-fundador da JGP, destacou que, apesar da queda, a economia não entrou em recessão, o que ele considera admirável. No entanto, ele alerta que essa estabilidade é artificial, sustentada por políticas fiscais e monetárias extremamente expansionistas.
Durante uma discussão mediada por José Berenguer, CEO do Banco XP, Jakurski e Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset, abordaram os riscos que moldam o cenário econômico. Jakurski criticou o papel dos bancos centrais, afirmando que o afrouxamento quantitativo é, na verdade, um financiamento da dívida pública. Ele observou que a dívida americana saltou de US$ 10 trilhões em 2008 para US$ 37 trilhões atualmente, um aumento significativo em apenas 16 anos.
Desafios Futuros
Jakurski alertou que, nos próximos 12 meses, 35% da dívida americana precisará ser rolada. Ele sugere que os governos podem recorrer à repressão financeira, obrigando instituições a comprar dívida ou manipulando juros para controlar os custos. O gestor comparou a situação atual com o Brasil do passado, indicando que a bonança econômica pode estar com os dias contados.
Stuhlberger, por sua vez, relativizou o otimismo em relação à economia americana, afirmando que ela está apenas “ok”. Ele mencionou que o crescimento caiu de 2,8% para 1,5%, caracterizando um cenário de miniestagflação. A percepção de que não haverá uma guerra comercial frontal com a China contribuiu para a euforia dos mercados, mas Stuhlberger enfatizou que isso não reflete a força real da economia.
Impactos das Políticas Fiscais
Jakurski também destacou o impacto das tarifas e dos estímulos fiscais, que podem representar entre US$ 6 trilhões e US$ 8 trilhões nos próximos dez anos. Essas medidas beneficiam especialmente as grandes empresas de tecnologia, permitindo que elas reduzam sua carga tributária efetiva. Além disso, a crescente influência da inteligência artificial está levando a um aumento significativo nos investimentos em infraestrutura por parte das big techs.
A análise dos especialistas sugere que, apesar da aparente resiliência do mercado financeiro, a economia americana enfrenta desafios significativos que podem impactar seu crescimento futuro.
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