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Governadores se ausentam de ato em apoio a Bolsonaro e crítica ao STF

Governadores se afastam de manifestações em apoio a Jair Bolsonaro, citando discordâncias e tensões com o STF e os EUA.

Pessoas se reúnem em apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, antes de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, na Avenida Paulista, São Paulo, Brasil, 29 de junho de 2025. (Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini)
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  • Os governadores Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior não participarão das manifestações de apoio a Jair Bolsonaro, programadas para o próximo domingo (3).
  • A decisão ocorre em um contexto de tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF) e uma crise diplomática com os Estados Unidos.
  • Tarcísio justificou sua ausência por um procedimento médico, enquanto Caiado discordou do “timing” das manifestações, priorizando o diálogo com o governo americano.
  • Ratinho Júnior estará em viagem e Zema também confirmou que não comparecerá.
  • As manifestações visam pressionar o STF em relação a medidas restritivas impostas ao ex-presidente, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Os governadores Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior não participarão das manifestações de apoio a Jair Bolsonaro, programadas para o próximo domingo (3). A decisão ocorre em meio a um cenário de tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF) e uma crise diplomática com os Estados Unidos.

A ausência dos governadores é notável, uma vez que eles haviam demonstrado apoio ao ex-presidente em eventos anteriores, como o ato na avenida Paulista em abril. Tarcísio, de São Paulo, justificou sua não participação devido a um procedimento médico. Caiado, de Goiás, expressou sua discordância quanto ao “timing” das manifestações, afirmando que o momento deve ser de diálogo com o governo americano para evitar penalizações ao seu estado.

Ratinho Júnior, do Paraná, estará em viagem pelo interior, enquanto Zema, de Minas Gerais, também confirmou que não comparecerá. As manifestações visam pressionar o STF em relação às medidas restritivas impostas ao ex-presidente, incluindo a aplicação de tornozeleira eletrônica, após a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Contexto Atual

O movimento de distanciamento dos governadores ocorre em um momento crítico para o bolsonarismo, que busca testar sua capacidade de mobilização popular. A situação é ainda mais complexa devido ao desgaste judicial de Bolsonaro e à recente imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, uma medida que gerou descontentamento entre os governadores.

Caiado, que se posiciona como pré-candidato à presidência em 2026, enfatizou a importância de uma abordagem moderada, evitando críticas diretas ao STF. Ele declarou ser “100% contra o tarifaço”, mas prioriza a construção de um diálogo construtivo. A nova conjuntura política e as reações do STF, que classificaram ações de Eduardo Bolsonaro como “traição à pátria”, também influenciam a postura dos governadores.

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