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Estudantes enfrentam aumento na dívida com retorno dos juros dos empréstimos SAVE

Mutuários de empréstimos estudantis enfrentarão aumento de dívidas com a volta da cobrança de juros em agosto de 2025, após moratória de um ano

Protesto em frente ao Departamento de Educação para eliminar dívidas estudantis, no dia 4 de dezembro de 2024, em Washington. (Foto: Joy Asico-Smith/AP)
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  • A partir de 1º de agosto de 2025, os mutuários de empréstimos estudantis nos Estados Unidos voltarão a pagar juros, após uma moratória desde julho de 2024.
  • Cerca de 8 milhões de devedores enfrentarão um aumento significativo em suas dívidas, com um acréscimo médio de R$ 300,00 mensais, totalizando R$ 3.500,00 anuais.
  • Os mutuários podem optar por pagamentos voluntários de juros, mas esses não contarão para programas de condonação de dívidas.
  • O Departamento de Educação recomenda a mudança para planos de pagamento alternativos, como o Income-Based Repayment (IBR).
  • O futuro do programa SAVE é incerto, com revogação prevista para 1º de julho de 2028, e um novo plano de assistência será lançado em julho de 2026.

Os mutuários de empréstimos estudantis nos Estados Unidos enfrentarão um aumento significativo em suas dívidas a partir de 1º de agosto de 2025, com o fim da moratória de juros imposta pelo programa SAVE. Cerca de 8 milhões de devedores que estavam sob essa moratória desde julho de 2024, devido a ações judiciais, verão seus saldos crescerem novamente.

Durante a pausa, os mutuários não precisaram realizar pagamentos e os juros não foram acumulados, resultando em uma congelamento efetivo de suas dívidas. No entanto, com a reabertura da cobrança de juros, um mutuário típico pode ver um acréscimo de 300 dólares mensais em sua dívida, totalizando 3.500 dólares adicionais por ano. Para aqueles com renda baixa, a situação pode ser ainda mais crítica, com juros que podem ultrapassar 3.000 dólares anuais.

Opções de Pagamento

Embora os pagamentos mensais permaneçam suspensos até pelo menos dezembro de 2025, os mutuários têm a opção de realizar pagamentos voluntários de juros. Contudo, esses pagamentos não contarão para programas de condonação de dívidas, como o Public Service Loan Forgiveness (PSLF) ou o Income-Driven Repayment (IDR). O Departamento de Educação recomenda que os mutuários considerem mudar para planos de pagamento alternativos, como o Income-Based Repayment (IBR), que pode resultar em mensalidades mais altas.

Além disso, o futuro do programa SAVE é incerto, pois ele será oficialmente revogado em 1º de julho de 2028. Os mutuários precisarão se adaptar a novas opções de pagamento, como um novo plano de assistência que será lançado em julho de 2026. O Departamento de Educação está lidando com um backlog de mais de 1,5 milhão de solicitações de IDR, o que pode atrasar ainda mais a transição dos mutuários para novos planos.

A secretária de Educação, Linda McMahon, afirmou que a administração está focada em responsabilidade fiscal e na simplificação do reembolso. No entanto, muitos mutuários se encontram em uma situação financeira delicada, com a iminente acumulação de juros e a falta de um caminho claro para a regularização de suas dívidas.

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