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Refinaria paulista dos anos 80 é alvo da União Europeia para reduzir dependência da China

Jervois planeja reiniciar a refinaria de níquel até 2027, visando diversificar a cadeia de suprimentos e reduzir a dependência da China

Refinaria de níquel no bairro de São Miguel Paulista, em São Paulo (Foto: Rafaela Araújo/Folhapress)
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  • A refinaria de níquel em São Miguel Paulista, São Paulo, pode retomar suas operações até 2027.
  • A planta foi fechada em 2016 pela Votorantim Metais e atualmente é gerida pela Jervois, empresa australiana.
  • O projeto foi incluído pela União Europeia em uma lista de iniciativas estratégicas para reduzir a dependência do níquel da China.
  • A Jervois busca captar entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões para reformar a planta, que está parada há quase uma década.
  • A empresa planeja produzir 10 mil toneladas de níquel metálico até 2028 e 2 mil toneladas de cobalto, focando inicialmente no mercado de aços.

A refinaria de níquel em São Miguel Paulista, São Paulo, pode voltar a operar até 2027. A planta, que foi fechada em 2016 pela Votorantim Metais, empregou mais de 400 pessoas e agora está sob a gestão da australiana Jervois. O projeto foi incluído pela União Europeia em uma lista de iniciativas estratégicas para reduzir a dependência do níquel da China.

A refinaria é um dos 14 projetos fora da Europa que a UE considera essenciais para a extração e refino de metais críticos. Carlos Braga, presidente da Jervois no Brasil, afirma que essa inclusão facilita a conexão com investidores e potenciais financiadores. A empresa já possui uma refinaria de cobalto na Finlândia e busca captar entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões para reformar a planta, que está parada há quase uma década.

A Jervois planeja produzir 10 mil toneladas de níquel metálico até 2028, um volume inferior à capacidade anterior da Votorantim Metais. A planta também terá a capacidade de refinar 2.000 toneladas de cobalto. O níquel é crucial para a fabricação de aços inoxidáveis e baterias de veículos elétricos, embora a empresa inicialmente foque no mercado de aços.

A dependência da Indonésia, que responde por 60% da produção global de níquel, e o apoio do governo chinês às empresas locais complicam a diversificação da cadeia de suprimentos. A Jervois precisa importar hidróxido de níquel, já que as minas brasileiras operadas por Vale e Anglo American não atendem às especificações necessárias para sua produção.

Braga menciona que a empresa está em conversas com fornecedores, incluindo uma trading turca, e não descarta a Indonésia como fonte de matéria-prima. A busca por alternativas ao níquel indonésio é uma prioridade para a Jervois, que enfrenta desafios para iniciar suas operações em um mercado dominado por grandes refinarias.

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