- O bitcoin inicia a semana em leve alta, cotado a US$ 115,34 mil, após queda de 2,6% nos últimos sete dias.
- A criptomoeda apresenta recuperação de 1,4% nas últimas 24 horas, mas ainda enfrenta pressão de fatores macroeconômicos.
- O mercado de criptoativos sofreu mais de US$ 1 bilhão em liquidações na última sexta-feira.
- ETFs de bitcoin, que registraram entradas por sete semanas, agora enfrentam saídas líquidas.
- Apesar das dificuldades, empresas planejam levantar mais de US$ 7 bilhões para aumentar reservas de bitcoin, e há apoio regulatório favorável ao setor.
Nesta segunda-feira, 4 de setembro, o bitcoin inicia a semana em leve alta, cotado a US$ 115,34 mil, após uma queda de 2,6% nos últimos sete dias. A maior criptomoeda do mundo apresenta uma recuperação de 1,4% nas últimas 24 horas, embora ainda enfrente pressão de fatores macroeconômicos e liquidações expressivas.
O mercado de criptoativos encerrou a última semana sob forte pressão, com mais de US$ 1 bilhão em liquidações na sexta-feira. Os ETFs de bitcoin, que haviam registrado entradas por sete semanas consecutivas, agora enfrentam saídas líquidas. Matheus Parizotto, analista da Mynt, destaca que o desconto da Coinbase em relação a outras corretoras pode indicar realização de lucros por investidores institucionais.
Apesar das dificuldades, os sinais estruturais permanecem positivos. Empresas como Strategy e Metaplanet planejam levantar mais de US$ 7 bilhões para aumentar suas reservas de bitcoin. Além disso, o relatório do Crypto Working Group da Casa Branca sugere um alinhamento político favorável ao setor, enquanto a SEC introduziu o “Project Crypto” para modernizar o mercado de capitais com blockchain.
Cenário Econômico
Os dados econômicos dos Estados Unidos revelam fragilidades que vão além dos números positivos. O relatório de inflação de junho aponta pressões persistentes sobre os preços, especialmente devido a novas tarifas que elevaram os custos de bens. O consumo real permanece estagnado, indicando que a inflação está corroendo o poder de compra dos cidadãos.
O crescimento salarial também perdeu força, e, embora o PIB tenha avançado 3% no segundo trimestre, esse número foi inflacionado por uma queda nas importações, mascarando a demanda interna enfraquecida. O foco nesta semana deve permanecer nos desdobramentos macroeconômicos e nos dados de mercado, com o cenário técnico sugerindo uma possível recuperação no curto prazo, apoiada por suportes importantes e sinais do mercado de derivativos.
Entre na conversa da comunidade