- O governo brasileiro busca incluir o café na lista de isenções da nova tarifa de importação dos Estados Unidos, que será implementada em breve.
- Marcio Candido Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou que a isenção é prioridade nas negociações.
- Sem a isenção, compradores americanos podem adiar as compras do café brasileiro, pois muitos estabelecimentos já possuem estoques para até três meses.
- Durante reunião em Brasília, Ferreira e outros produtores solicitaram socorros financeiros, como linhas de crédito subsidiadas e ampliação do programa Reintegra.
- Ferreira também destacou a importância de negociar a redução das tarifas sobre o café solúvel em diversos países, além de abrir novos mercados.
A menos de 48 horas da implementação de uma nova tarifa de importação pelos Estados Unidos, o governo brasileiro intensifica esforços para incluir o café na lista de produtos isentos. Marcio Candido Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), revelou que a inclusão do café é uma prioridade nas discussões com autoridades.
Ferreira destacou que, se o café não for isento da sobretaxa de 50%, os compradores americanos poderão adiar as entregas do produto brasileiro. Ele explicou que, desde a pandemia, muitos estabelecimentos mantêm estoques de café para um a três meses de consumo, o que pode levar a uma postergação nas compras. O presidente do Cecafé afirmou que o governo está focado em ampliar a lista de isenções, priorizando setores mais impactados, como frutas, pescados e madeira.
Durante uma reunião em Brasília com o vice-presidente Geraldo Alckmin, Ferreira e outros produtores de alimentos discutiram a necessidade de socorros financeiros para os setores afetados. Os produtores solicitaram linhas de crédito subsidiadas e a ampliação do programa Reintegra para minimizar as perdas. Além disso, foi abordada a abertura de novos mercados e a busca por acordos bilaterais que reduzam tarifas.
Recentemente, o credenciamento de 183 exportadores de café do Brasil pela China foi acelerado, embora Ferreira tenha alertado que isso não resultará em um redirecionamento imediato para o mercado chinês. Ele enfatizou que, apesar da importância de abrir novos mercados, a ajuda governamental continua sendo essencial, especialmente para o café verde e o café solúvel. Ferreira reiterou a necessidade de negociar a redução das tarifas elevadas que incidem sobre o café solúvel brasileiro em diversos países.
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