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Empresas intensificam busca por fusões, mas alta de tarifas desestimula investidores

Investidores enfrentam dificuldades no mercado de fusões e aquisições, com quedas nas avaliações e incertezas econômicas impactando operações.

Fusões e aquisições cresceram 13% ao ano de janeiro a junho — Foto: Pixabay
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  • O mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil cresceu 60% em 2021, mas teve uma desaceleração, com aumento de apenas 13% no primeiro semestre de 2023.
  • O aumento das taxas de juros, que chegam a 30% ao ano, e o tarifaço americano impactaram negativamente o apetite dos investidores.
  • Empresas buscam investidores por meio de M&A para se capitalizar, mas a alta nos juros desestimula novos investimentos.
  • A participação internacional no mercado de M&A no Brasil caiu de 49% em 2015 para uma média de 18% nos últimos cinco anos.
  • A expectativa é que o mercado se recupere a partir de 2026, com a estabilização das taxas de juros e a definição clara dos parâmetros de taxação.

O mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil enfrenta um cenário desafiador. Após um crescimento de 60% em 2021, as operações desaceleraram, registrando apenas 13% de aumento no primeiro semestre de 2023. O aumento das taxas de juros, que chegam a 30% ao ano, e as incertezas econômicas, especialmente devido ao tarifaço americano, têm impactado negativamente o apetite dos investidores.

Empresas estão buscando cada vez mais investidores por meio de fusões e aquisições para se capitalizar e expandir. No entanto, a alta nos juros desestimula tanto investidores quanto sócios a injetarem recursos nos negócios. Leonardo Dell’Oso, sócio da PwC Brasil, destaca que a avaliação das empresas está em queda. Ele observa que, após o boom de valuation em 2021, o mercado precisa de tempo para integrar as operações realizadas durante aquele período.

Cenário Atual

O primeiro trimestre de 2023 apresentou um crescimento de 21,94% nas operações de M&A, mas a tendência foi revertida com a divulgação das tarifas, resultando em uma desaceleração. Dell’Oso menciona que a participação internacional no mercado de M&A no Brasil, que atingiu 49% em 2015, caiu para uma média de 18% nos últimos cinco anos. O especialista ressalta que, apesar das tarifas elevadas, o Brasil era visto como uma alternativa à Ásia para a realocação de cadeias de suprimentos.

A incerteza gerada pelo tarifaço tem paralisado negócios e dificultado a atração de investimentos. Dell’Oso acredita que, uma vez definidos os efeitos das tarifas sobre a economia brasileira, o mercado de M&A pode se recuperar. Ele aponta que o Brasil possui uma força de trabalho robusta, uma indústria diversificada e potencial em energia renovável, fatores que podem atrair investidores no futuro.

Expectativas Futuras

A expectativa é que, com a estabilização das taxas de juros e a queda nos valores dos ativos, o mercado de M&A no Brasil comece a se recuperar a partir de 2026. A definição clara dos parâmetros de taxação será crucial para a retomada dos investimentos. O cenário atual, embora desafiador, ainda apresenta oportunidades para empresas que buscam se adaptar e crescer em um ambiente econômico em transformação.

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