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Setor de pesca considera reunião com Alckmin como ‘frustrante’ e sem avanços

Setor de pesca aguarda medidas urgentes do governo para enfrentar tarifas de 50% dos Estados Unidos e evitar cancelamentos de exportação

Reunião do vice-presidente Geraldo Alckmin com empresários e ministros (Foto: André Neiva/MDIC)
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  • O setor de pesca brasileiro enfrenta uma crise com a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, a partir de 7 de agosto.
  • Empresários se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros, mas saíram insatisfeitos, pois não foram apresentadas medidas concretas.
  • O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, destacou a urgência da situação e a necessidade de uma linha de crédito emergencial de R$ 900 milhões.
  • O governo planeja anunciar um plano de contingência, incluindo compras governamentais e linhas de crédito, mas Lobo enfatizou que o setor precisa de apoio imediato.
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou oito pleitos ao governo, incluindo a criação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com taxas entre 1% e 4%.

O setor de pesca brasileiro enfrenta uma crise iminente com a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, prevista para esta quarta-feira, 7. Em busca de soluções, empresários se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros, mas saíram insatisfeitos.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, expressou sua frustração após a reunião, afirmando que o governo não apresentou medidas concretas para mitigar os impactos. O setor, que destina 70% de suas exportações ao mercado norte-americano, aguarda uma linha de crédito emergencial de R$ 900 milhões. Lobo destacou que a urgência da situação não foi compreendida pelo governo.

Durante o encontro, Alckmin mencionou que um plano de contingência será anunciado em breve, incluindo a possibilidade de compras governamentais e linhas de crédito. No entanto, Lobo enfatizou que as empresas precisam de apoio imediato, afirmando que “nosso tempo é de uma semana, não de seis meses”.

Demandas do Setor

Além da linha de crédito, o setor de pesca solicita a ampliação do programa Reintegra, que devolve créditos tributários, visando beneficiar médias e grandes empresas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também indicou a possibilidade de compras governamentais como parte da solução a curto prazo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou uma lista de oito pleitos ao governo, incluindo a criação de uma linha de crédito do BNDES com taxas entre 1% e 4%. A CNI ressaltou que muitas propostas não têm impacto fiscal e podem ser implementadas rapidamente.

Preocupações Futuras

A situação é crítica, com o cancelamento de pedidos de exportação se tornando uma preocupação crescente. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), José Velloso, destacou a necessidade de alongar prazos para liquidação de empréstimos e criar uma linha de crédito em dólar para empresas afetadas.

O governo enfrenta o desafio de garantir que as medidas de socorro sejam direcionadas aos setores realmente impactados, enquanto busca equilibrar as contas públicas. A pressão por soluções rápidas e eficazes continua a aumentar, à medida que o setor de pesca se prepara para os efeitos das novas tarifas.

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