- A FPT Industrial, parte do grupo Iveco, inaugurou uma nova linha de produção de motores a gás natural em Córdoba, Argentina, em cinco de setembro.
- O objetivo é atender o mercado da América Latina com alternativas ao diesel e produtos com menor emissão de poluentes.
- Os motores N60 NG, N67 NG e Cursor 13 NG atendem ao padrão Proconve P8/Euro VI e são destinados a veículos comerciais leves e pesados.
- A nova linha de montagem permitirá preços mais competitivos e faz parte de um investimento total de R$ 127 bilhões na região até 2030.
- Os motores a gás natural prometem desempenho semelhante ao diesel e podem ser utilizados em novas versões de veículos no Brasil e no setor de geração de energia no agronegócio.
A FPT Industrial, integrante do grupo Iveco, inaugurou uma nova linha de produção de motores a gás natural em sua fábrica em Córdoba, Argentina, nesta terça-feira, 5 de setembro. O investimento visa atender o mercado da América Latina, oferecendo alternativas ao diesel e produtos com menor emissão de poluentes.
Os motores N60 NG, N67 NG e Cursor 13 NG, que atendem ao padrão Proconve P8/Euro VI, foram desenvolvidos para veículos comerciais leves e pesados. Segundo Carlos Tavares, presidente da FPT Industrial para a América Latina, a iniciativa é parte de um esforço para aproveitar o potencial de biocombustíveis na região. A nova linha de montagem permitirá a oferta de produtos a preços mais competitivos.
Os motores a gás natural operam no ciclo Otto, similar ao de veículos a gasolina, e prometem características dinâmicas comparáveis às opções a diesel. A FPT Industrial faz parte de um ciclo de R$ 127 bilhões em investimentos na América Latina, com foco em Argentina e Brasil até 2030. Embora a empresa não tenha detalhado as aplicações dos novos motores, há expectativa de que sejam utilizados em novas versões de veículos no Brasil.
A linha de pesados S-Way, da Iveco, já oferece uma versão movida a gás natural, equipada com o Cursor 13 NG, que possui potência de 460 cv. A utilização de biometano pode resultar em uma redução de 95% nas emissões de gás carbônico e 99% na geração de partículas em comparação aos motores a diesel. Os novos motores estarão disponíveis no mercado a partir de setembro, com potencial para atender também o setor de geração de energia no agronegócio.
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