- A Petrobras enfrenta dificuldades para obter a Autorização Pré-Operacional (APO) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar o poço Morpho na Bacia da Foz do Amazonas.
- A estatal aguarda a liberação da APO há meses e arca com custos superiores a R$ 4 milhões por dia para manter a sonda ODN II pronta para operação.
- O Ibama agendou uma reunião com a Petrobras para 12 de agosto, gerando insatisfação na empresa, que esperava a liberação antes dessa data.
- A sonda ODN II foi transferida para a Bacia de Campos devido à demora na autorização e retornou à região Norte em maio, após autorização para limpeza.
- A Petrobras busca explorar a Margem Equatorial brasileira, considerada uma importante fronteira de hidrocarbonetos, para verificar a riqueza dos reservatórios na área.
A Petrobras enfrenta desafios para obter a Autorização Pré-Operacional (APO) do Ibama para explorar o poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas. A estatal aguarda há meses a liberação, enquanto arca com custos superiores a R$ 4 milhões por dia para manter a sonda ODN II pronta para operação.
Recentemente, o Ibama agendou uma reunião com a Petrobras para 12 de agosto, o que gerou insatisfação na empresa. A expectativa era que a APO fosse concedida antes dessa data, permitindo o início das atividades de exploração. A sonda ODN II, que ficou parada por um mês em frente a Belém, no Pará, foi inicialmente contratada em 2023 para a exploração do poço Morpho, mas foi transferida para a Bacia de Campos devido à demora na autorização.
Expectativas e Desdobramentos
A sonda retornou à região Norte em maio deste ano, após o Ibama permitir a limpeza da unidade para evitar contaminação. A Petrobras acreditava que a licença ambiental seria liberada em julho, mas isso não ocorreu. Agora, a empresa espera que a APO seja realizada em agosto, seguida pela licença de exploração.
A Margem Equatorial brasileira é vista como a última grande fronteira de hidrocarbonetos do país. A Petrobras busca perfurar a área para verificar se os reservatórios brasileiros são tão ricos quanto os da Guiana e do Suriname, onde já foram descobertos mais de 11 bilhões de barris de óleo equivalente. A necessidade de reposição de reservas é urgente, uma vez que o pré-sal deve entrar em declínio na próxima década, o que pode levar o Brasil a retomar a importação de petróleo.
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