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Sabesp atribui vazamento de esgoto no rio Pinheiros à falta de manutenção

Sabesp enfrenta multa de R$ 22,7 milhões por vazamento no rio Pinheiros e promete melhorias na infraestrutura de esgoto da região

Rio Pinheiros, em São Paulo - Danilo Verpa - 5.jul.23/Folhapress
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  • A Sabesp foi multada em R$ 22,7 milhões pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) devido a um vazamento de esgoto no rio Pinheiros, ocorrido na última sexta-feira, 1º.
  • O incidente foi causado por falhas nas bombas da Estação Elevatória de Pinheiros, que estão com a vida útil vencida há cinco anos.
  • A empresa admitiu que a falta de investimentos em manutenção contribuiu para a situação, priorizando investimentos em água nos últimos dez anos.
  • Para resolver o problema, a Sabesp anunciou um investimento de R$ 20 milhões em melhorias, com a primeira fase das obras prevista para ser concluída em até 60 dias.
  • A troca das bombas principais está programada para o primeiro semestre de 2024, além da instalação de quatro bombas auxiliares para melhorar o sistema de bombeamento.

Um vazamento de esgoto no rio Pinheiros, ocorrido na última sexta-feira, 1º, resultou em uma multa de R$ 22,7 milhões aplicada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A autuação, que será protocolada nesta terça-feira, 5, exige que a empresa apresente defesa em até 15 dias.

O incidente foi causado por falhas nas bombas da Estação Elevatória de Pinheiros, que atende cerca de 3,8 milhões de moradores da região. Segundo a Sabesp, as bombas em operação estão com a vida útil vencida há cinco anos, o que comprometeu a eficiência do sistema. A companhia admitiu que a falta de investimentos em manutenção contribuiu para a situação, priorizando, nos últimos dez anos, investimentos em água.

Obras e Melhorias

Para mitigar os problemas, a Sabesp anunciou um investimento de R$ 20 milhões na renovação da estação, que será realizada em duas etapas. A primeira fase, com conclusão prevista em até 60 dias, visa evitar novas paralisações no sistema. A troca das bombas principais está programada para o primeiro semestre de 2024. Além disso, quatro bombas auxiliares de menor porte serão instaladas para melhorar o bombeamento do esgoto.

Recentemente, a Sabesp também enfrentou outro incidente, com o despejo de esgoto sem tratamento no rio Tietê, causado pelo rompimento de uma tubulação. A empresa apresentou um plano de recuperação que inclui o redirecionamento dos dejetos para outras estruturas, buscando minimizar os impactos ambientais e melhorar a eficiência do sistema de saneamento na capital paulista.

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