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Fazenda busca proteger setores do tarifaço de Trump sem criar despesas permanentes

Estudo aponta que Brasil pode redirecionar 74% das exportações para os EUA, mitigando impacto no PIB e aliviando preocupações fiscais

Haddad afirmou nesta segunda-feira que medidas do plano de contingência para mitigar efeitos do tarifaço de Trump estão ‘desenhadas e orçadas’ (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O governo brasileiro enfrenta desafios devido ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que pode afetar setores exportadores.
  • O Ministério da Fazenda busca proteger esses setores e calibrar medidas de socorro para evitar gastos permanentes que comprometam o fiscal.
  • Um estudo do banco UBS BB indica que 74% dos produtos exportados para os EUA podem ser redirecionados, limitando o impacto no PIB a 0,6 ponto percentual.
  • A equipe econômica já implementou ferramentas de socorro durante a pandemia, reduzindo o risco de descontrole de gastos.
  • O governo adiou o socorro até após a publicação do decreto americano, que excluiu quase 700 itens do tarifaço, minimizando o impacto sobre o Brasil.

O governo brasileiro enfrenta desafios com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que pode impactar setores exportadores. O Ministério da Fazenda se preocupa em proteger esses setores e calibrar as medidas de socorro para evitar despesas permanentes que agravem o quadro fiscal.

Um estudo recente do banco UBS BB revelou que 74% dos produtos exportados para os EUA podem ser redirecionados para outros mercados, limitando o impacto no PIB a apenas 0,6 ponto percentual. Economistas do banco afirmam que, mesmo que não consigam redirecionar as exportações restantes, o efeito sobre a economia brasileira será mínimo.

A equipe econômica do governo já implementou ferramentas de socorro durante a pandemia e na reconstrução do Rio Grande do Sul, o que diminui o risco de descontrole de gastos. A Fazenda acredita que o histórico de ampliação de propostas no Congresso não deve se repetir, já que as medidas já foram testadas e avaliadas.

Além disso, o governo adiou o socorro até após a publicação do decreto americano, que excluiu quase 700 itens do tarifaço, reduzindo o impacto sobre o Brasil. Com menos setores afetados e a preocupação fiscal em mente, a Fazenda avalia que o risco de gastos excessivos com as medidas de socorro é menor.

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