- O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda aumentar a exigência de frutas e mel na produção de sucos, iogurtes e sorvetes.
- A medida visa aumentar o consumo interno após a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, como café, carnes e frutas.
- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que a pasta está elaborando regulamentações para estimular o uso de ingredientes naturais em vez de aditivos químicos.
- A sobretaxa dos Estados Unidos entra em vigor na próxima quarta-feira e exclui quase 700 produtos, mas afeta itens como café, carnes, pescados e mel.
- O governo busca criar oportunidades para a indústria nacional, aproveitando a demanda por produtos naturais.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está analisando a possibilidade de aumentar a exigência de frutas e mel na produção de sucos, iogurtes e sorvetes. A medida visa aumentar o consumo interno de produtos que foram impactados pela recente sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre itens brasileiros, como café, carnes e frutas.
A proposta, que está sendo discutida pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária, foi apresentada a empresários em uma reunião nesta segunda-feira. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, mencionou que a pasta está desenvolvendo “regulamentações internas” que podem estimular o consumo de produtos que antes eram destinados ao mercado americano. A ideia é substituir aditivos químicos por matérias-primas naturais, aumentando a qualidade dos produtos industrializados.
Na semana passada, o governo dos EUA oficializou a sobretaxa, que entra em vigor na próxima quarta-feira. O decreto excluiu quase 700 produtos, mas itens como café, carnes, pescados e mel foram afetados. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que a proposta de aumentar a utilização de ingredientes naturais é uma das estratégias para compensar a perda de mercado.
Durante a reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin liderou as discussões sobre o tarifaço, com a participação de diversos ministros e representantes do setor privado. A intenção é criar oportunidades para a indústria nacional, que poderá se beneficiar da maior demanda por produtos naturais em vez de artificiais.
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