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Haddad afirma que privatização do Pix não está em discussão no governo

Fernando Haddad reafirma que privatização do Pix é inviável e destaca proteção a setores vulneráveis após tarifas dos EUA.

Haddad e Lula durante reunião do Conselhão, no Palácio do Itamaraty (Foto: Gabriela Biló - 05.ago.25/Folhapress)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a privatização do Pix não está em discussão.
  • Ele defendeu o sistema de pagamentos como uma tecnologia gratuita e patrimônio nacional.
  • A declaração foi uma resposta às críticas do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
  • Haddad destacou que o Pix é um avanço na inclusão financeira no Brasil e não deve ser privatizado.
  • O presidente Lula também apoiou a manutenção do sistema como um patrimônio nacional.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (5) que a privatização do Pix não está em pauta, em resposta a críticas do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. Durante sua fala no Conselhão, Haddad destacou a importância do sistema de pagamentos instantâneos como uma tecnologia gratuita e um patrimônio nacional.

O Pix, reconhecido internacionalmente, é considerado um avanço na inclusão financeira no Brasil. Haddad enfatizou que a privatização de um sistema que não gera custos para os cidadãos é impensável. “Não podemos ceder à pressão de multinacionais incomodadas com uma tecnologia que beneficia a população”, declarou.

A investigação comercial aberta pelo USTR (escritório do representante de comércio dos EUA) menciona o Pix como uma possível prática desleal em relação a serviços de pagamentos eletrônicos. O presidente Lula também defendeu o sistema, ressaltando sua relevância como patrimônio nacional e referência global.

Impactos do Tarifaço

Haddad abordou os impactos do tarifaço imposto pelos EUA, afirmando que eles devem afetar apenas uma parte das exportações brasileiras. Ele explicou que, atualmente, as exportações para os Estados Unidos representam 12% do total, sendo que 4% estão sob risco devido às novas tarifas. O ministro garantiu que o governo está atento aos setores vulneráveis que podem ser impactados.

O ministro concluiu que, apesar do impacto ser considerado pequeno, o governo não irá baixar a guarda. “Sabemos que há setores muito vulneráveis, que geram muitos empregos e exigem atenção especial”, afirmou Haddad, reiterando o compromisso do governo em proteger esses setores.

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