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Lula afirma que exploração de minerais críticos não será como no passado

Lula cria conselho para política mineral e prioriza uso de recursos críticos em benefício do Brasil, em meio a crescente interesse dos EUA

Lula disse que vai criar um conselho de política mineral ligado diretamente à Presidência da República (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a criação de um conselho de política mineral vinculado à presidência.
  • O objetivo é garantir que a exploração de minerais críticos, como nióbio e terras raras, beneficie o povo brasileiro e evite a exploração predatória.
  • Lula destacou que o Brasil possui as maiores reservas mundiais de nióbio e significativas quantidades de outros minerais.
  • O conselho surge em um contexto de crescente interesse dos Estados Unidos por esses recursos, essenciais para tecnologia e transição energética.
  • O governo brasileiro planeja uma missão empresarial aos EUA para discutir cooperação e identificar áreas de investimento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira, 5, a criação de um conselho de política mineral vinculado à Presidência da República. O objetivo é garantir que a exploração de minerais críticos, como nióbio e terras raras, beneficie o povo brasileiro e evite a exploração predatória do passado.

Durante a abertura da 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Consea), Lula destacou que o Brasil possui as maiores reservas mundiais de nióbio e significativas quantidades de níquel, terras raras, manganês e bauxita. Ele afirmou que a nova política mineral visa assegurar que esses recursos sejam utilizados para o desenvolvimento nacional. Se essas terras raras e esses minerais críticos existem de verdade no Brasil, eles são nossos, declarou o presidente.

A criação do conselho ocorre em um contexto de crescente interesse dos Estados Unidos por minerais críticos brasileiros. O encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, expressou a intenção de ampliar o acesso a esses recursos, que são essenciais para a tecnologia e a transição energética. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também mencionou a possibilidade de acordos de cooperação com os EUA para a produção de baterias mais eficientes.

Lula reafirmou que não permitirá que os recursos naturais sejam entregues ao exterior sem uma discussão prévia. A exploração mineral será tratada como uma questão de soberania nacional, enfatizou. O governo brasileiro planeja uma missão empresarial aos EUA ainda neste ano para aprofundar as discussões sobre cooperação e identificar áreas de investimento. Com as maiores reservas de nióbio do mundo, o Brasil se posiciona como um player estratégico no mercado global de minerais críticos.

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