- Um projeto de lei foi apresentado no Congresso Nacional do Brasil, exigindo a divulgação da composição mineral de produtos industrializados.
- A proposta, do senador Jayme Campos (União-MT), busca aumentar a transparência e fomentar a economia circular.
- Produtos como celulares, eletrônicos e veículos elétricos deverão informar os minérios utilizados em sua fabricação, incluindo quantidades e impactos.
- A iniciativa é apoiada pela Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e visa conscientizar a população sobre o consumo de recursos minerais.
- O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) também manifestaram apoio, destacando a importância de mostrar o impacto positivo da mineração.
Em um cenário de crescente interesse dos Estados Unidos pelas riquezas minerais do Brasil, um novo projeto de lei foi apresentado no Congresso Nacional. A proposta, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), visa exigir a divulgação da composição mineral de produtos industrializados no país, promovendo maior transparência e incentivando a economia circular.
O projeto determina que produtos como celulares, eletrônicos e veículos elétricos apresentem uma tabela informando os minérios utilizados em sua fabricação, incluindo quantidades e impactos ao longo de sua vida útil. Campos argumenta que essa prática já é comum em setores como o alimentício, onde ingredientes e tabelas nutricionais são obrigatórios. Ele acredita que a divulgação permitirá ao poder público avaliar a utilização de recursos minerais e a adoção de práticas de reuso e reciclagem.
A iniciativa, apoiada pela Febrageo (Federação Brasileira de Geólogos), busca conscientizar a população sobre o consumo de recursos minerais e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O presidente da entidade, Caiubi Kuhn, destaca que a proposta pode fomentar a economia circular e ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas.
Apoio do Setor Mineral
O diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Raul Jungmann, considera o projeto positivo, pois visa tornar pública a presença de minérios nos produtos finais. Embora reconheça os desafios de implementação, especialmente em relação a ligas multimetálicas, Jungmann defende o apoio do Ibram à proposta.
Luiz Antônio Vessoni, diretor da ABPM (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração), também endossa a iniciativa. Ele ressalta que a população muitas vezes ignora como a mineração impacta suas vidas, enfatizando que o projeto visa mostrar o lado positivo da mineração, presente em produtos do dia a dia.
Vessoni relaciona o projeto ao recente tarifaço do governo Trump, que reflete um reposicionamento estratégico dos EUA em resposta ao crescimento da China em tecnologia e energia. Ele alerta que o Brasil pode se tornar um grande produtor de terras raras, mas precisa desenvolver uma política que integre a cadeia produtiva para evitar ser apenas um fornecedor de minério.
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