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Setor de mel pede apoio do governo para enfrentar tarifa de 50% dos EUA

Produtores de mel orgânico no Piauí enfrentam crise severa com tarifas de importação, comprometendo a renda de 40 mil famílias e a cadeia produtiva

Samuel Araújo, CEO do Grupo Sama, que produz mel orgânico (Foto: Divulgação)
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  • Produtores de mel orgânico no Piauí enfrentam uma crise devido a tarifas de importação de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • As exportações caíram 50% e mais de 2 mil toneladas de mel estão acumuladas, afetando cerca de 40 mil famílias que dependem da apicultura.
  • O setor busca apoio do governo federal e estadual para cobrir tarifas e obter linhas de crédito subsidiado.
  • A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) alerta para a falta de alternativas, já que a maioria das exportações brasileiras de mel vai para os EUA.
  • O governo brasileiro já tentou negociar a redução das tarifas, mas sem sucesso até o momento.

Produtores de mel orgânico no Piauí enfrentam uma crise severa devido às tarifas de importação de 50% impostas pelos Estados Unidos, resultando em uma queda de 50% nas exportações e mais de 2 mil toneladas de mel acumuladas. Essa situação impacta diretamente a subsistência de cerca de 40 mil famílias que dependem da apicultura na região.

Recentemente, o setor tem buscado apoio do governo federal e estadual para mitigar os efeitos das tarifas. Samuel Araújo, CEO do Grupo Sama, destaca que uma das propostas é que o governo custeie parte das tarifas para facilitar a negociação com clientes no exterior. Além disso, os produtores pedem linhas de crédito subsidiado para manter a cadeia produtiva, que já enfrenta altos custos operacionais.

A situação é crítica, pois a maioria das exportações brasileiras de mel é destinada aos EUA, onde o produto é amplamente consumido. Araújo ressalta que a taxa de importação torna os negócios inviáveis e que a possibilidade de redirecionar o mel para outros mercados, como a Europa, é limitada devido às rigorosas exigências de certificação.

Desafios e Perspectivas

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) confirma que a queda nas exportações é alarmante. Renato Azevedo, presidente da Abemel, explica que, enquanto nos EUA as empresas podem certificar apicultores coletivamente, na Europa cada produtor deve obter certificação individualmente, o que é um desafio para pequenos apicultores.

Com a expectativa de que os preços do mel no mercado interno diminuam devido ao aumento da oferta e à queda da demanda, a situação se torna ainda mais complicada. Azevedo observa que a falta de um “plano B” para lidar com a dependência do mercado norte-americano pode prejudicar a sustentabilidade do setor apícola brasileiro.

O governo brasileiro já tentou negociar a nova tarifa com os EUA, mas sem sucesso até o momento. A situação exige atenção urgente para evitar que a crise se agrave ainda mais e comprometa a produção e a renda de milhares de famílias que dependem da apicultura.

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