- As tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que já tinham uma taxa de 10% desde abril de 2023, agora incluem uma nova sobretaxa de 40%.
- Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aponta que isso pode reduzir o PIB do Brasil em até R$ 110 bilhões e eliminar 146 mil empregos.
- Minas Gerais, o terceiro maior exportador para os EUA, pode perder R$ 4,7 bilhões no PIB e mais de 30 mil empregos, com produtos como café, carne bovina e tubos de aço sendo os mais afetados.
- A FIEMG destaca que 55% das exportações brasileiras para os EUA estão sob risco, mesmo com a isenção de 694 itens.
- O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, pede uma estratégia diplomática para ampliar a lista de produtos isentos e proteger a economia nacional.
A imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode resultar em uma redução de até R$ 110 bilhões no PIB do Brasil, conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). As novas tarifas, que se somam aos 10% já aplicados desde abril de 2023, incluem uma sobretaxa de 40% sobre uma ampla gama de produtos, afetando diretamente setores como siderurgia, agropecuária e indústria de transformação.
O estudo da FIEMG, divulgado nesta terça-feira, 5, revela que 55% das exportações brasileiras para os EUA estão sob risco. Mesmo com a isenção de 694 itens, que representam 45% do valor exportado, os impactos econômicos permanecem severos. A previsão é de que até 146 mil empregos sejam eliminados em todo o país nos próximos dois anos, com uma perda de renda familiar estimada em R$ 2,74 bilhões.
Impactos em Minas Gerais
Minas Gerais, terceiro maior exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões em vendas em 2024, será um dos estados mais afetados. A FIEMG estima que o estado pode perder R$ 4,7 bilhões no PIB e mais de 30 mil empregos no curto prazo. Café, carne bovina e tubos de aço estão entre os produtos mais impactados, com 63% da pauta exportadora mineira sujeita à nova tarifa.
O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, enfatiza a necessidade de uma estratégia diplomática para ampliar a lista de produtos isentos e proteger a competitividade da economia nacional. Ele destaca que a imposição das tarifas foi unilateral e sem negociação prévia com o Brasil, ressaltando a importância de fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
Setores Vulneráveis
Os setores mais vulneráveis incluem siderurgia, fabricação de calçados e máquinas e equipamentos. A agropecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, também sofrerá impactos significativos. A FIEMG alerta que, se as tarifas forem mantidas por um período prolongado, as perdas podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual, resultando na eliminação de mais de 172 mil postos de trabalho.
A situação exige atenção urgente das autoridades brasileiras para mitigar os danos econômicos e sociais que já se desenham com a nova política tarifária.
Entre na conversa da comunidade