- A nova ofensiva comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou em seis de setembro, com tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
- Estima-se que essa medida pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em até 0,2 ponto percentual nos próximos doze meses.
- O cenário econômico brasileiro já enfrentava incertezas fiscais e volatilidade cambial, complicando a situação para investidores.
- Corretoras e gestoras recomendam ações internacionais, especialmente em tecnologia, que são menos afetadas por barreiras comerciais.
- Entre as ações recomendadas estão Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia e JPMorgan, que têm forte presença no mercado de tecnologia e finanças.
A nova ofensiva comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor nesta quarta-feira, 6 de setembro, impondo tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Essa medida pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em até 0,2 ponto percentual nos próximos 12 meses, conforme estimativas de mercado. A partir de quinta-feira, 7, outros países também sentirão os efeitos das novas tarifas.
O cenário econômico já era desafiador, marcado por incertezas fiscais e volatilidade cambial. A combinação das tarifas com a política monetária estável dos EUA e as incertezas fiscais tanto no Brasil quanto no exterior criaram um ambiente complicado para investidores. Diante disso, corretoras e gestoras recomendam ações internacionais com forte presença em tecnologia, especialmente aquelas menos expostas a barreiras comerciais.
Recomendações de Ações
As bolsas americanas têm alcançado máximas históricas, mas a equipe de equity research da XP destacou um fenômeno de descasamento. O crescimento das bolsas é impulsionado principalmente por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto setores mais afetados por tarifas enfrentam dificuldades. Entre as ações recomendadas estão:
1. Microsoft (MSFT34): A empresa se destaca pela integração de inteligência artificial em seus produtos e pela expansão da computação em nuvem.
2. Amazon (AMZO34): Representa 5% da carteira global da XP, oferecendo serviços de compras online e controlando a Web Services (AWS).
3. Alphabet (GOGL34): O BDR da empresa teve valorização significativa e pode alcançar novas máximas, conforme análise do Itaú BBA.
4. Meta (M1TA34): O BDR da Meta superou sua máxima histórica em julho, com potencial de alta no médio prazo.
5. Nvidia (NVDC34): A empresa é líder em tecnologia de inteligência artificial e possui 80% de participação de mercado em GPUs para data centers.
6. JPMorgan (JPMC34): Destaca-se pela diversidade de produtos e serviços, além de sua forte presença no mercado financeiro.
Essas recomendações visam ajudar investidores a navegar em um mês marcado pela nova política tarifária de Trump.
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