- A rede World, liderada por Sam Altman, permanece proibida de remunerar brasileiros com criptomoedas por dados biométricos, como a íris.
- A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou o recurso da Tools for Humanity e da World Foundation para reverter a suspensão.
- A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em seis de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- A ANPD alegou que as garantias apresentadas pelas empresas não eram suficientes para proteger a privacidade dos usuários.
- A Tools for Humanity planeja buscar medidas legais e propôs um novo programa de indicação para usuários do aplicativo World.
A rede World, liderada por Sam Altman, continua proibida de remunerar brasileiros com criptomoedas pela entrega de dados biométricos, como o registro da íris. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) negou o recurso da Tools for Humanity (TfH) e da World Foundation, que buscavam reverter a suspensão. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 6 de setembro de 2025.
A ANPD fundamentou sua negativa na insuficiência de garantias apresentadas pelas empresas para mitigar os riscos à privacidade. A TfH manifestou sua discordância e anunciou que buscará medidas legais adicionais para esclarecer a situação. Além disso, a empresa propôs um novo programa de indicação, permitindo que usuários recebam criptomoedas ao indicar amigos para o aplicativo World.
Preocupações com a Privacidade
A ANPD expressou preocupações sobre a forma como a rede World lida com dados sensíveis. O pagamento em criptomoedas pela biometria pode prejudicar a obtenção do consentimento, interferindo na livre manifestação de vontade dos indivíduos. A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) exige que o consentimento para o tratamento de dados pessoais sensíveis seja livre, informado e inequívoco.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) apoiou a decisão da ANPD, afirmando que o modelo de negócios da TfH continua a explorar dados biométricos, especialmente de populações vulneráveis. A proposta de recompensar usuários por indicações não resolve o problema central, que envolve a exploração de dados sensíveis.
Futuro da Iniciativa
Apesar da recusa, a TfH reafirmou seu compromisso em expandir o acesso à tecnologia de prova de humanidade no Brasil, embora de forma limitada. A empresa destacou que a tecnologia continuará disponível em locais selecionados. Desde seu lançamento, a rede World enfrenta desafios semelhantes em outros países, onde autoridades também levantaram questões sobre o gerenciamento de dados sensíveis.
A suspensão das atividades da rede World no Brasil ocorreu em fevereiro de 2025, após a ANPD determinar que as operações não estavam em conformidade com as exigências legais. Mais de 400 mil brasileiros se cadastraram no projeto, recebendo inicialmente 25 worldcoins, avaliadas em R$ 190 na época.
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