- O Brasil é visto como um potencial hub global de data centers sustentáveis, segundo Roberto Rossi, CEO da Schneider Electric no Brasil.
- O país possui uma matriz energética com 85% de fontes renováveis, o que reduz o impacto ambiental das instalações.
- Rossi destaca a competitividade dos custos de infraestrutura e a qualificação do capital humano como atrativos para investimentos no setor.
- A COP 30, que ocorrerá em novembro, é considerada uma oportunidade para o Brasil liderar ações climáticas, com potencial para influenciar políticas globais.
- O executivo acredita que a eficiência energética deve ser aprimorada por meio da coleta e análise de dados, integrando inteligência artificial e machine learning.
O Brasil se posiciona como um potencial hub global de data centers sustentáveis, segundo Roberto Rossi, CEO da Schneider Electric no país. Em entrevista, Rossi destacou que 85% da matriz energética brasileira é renovável, o que favorece a instalação de data centers com menor impacto ambiental. Ele enfatizou que o país possui custos competitivos de infraestrutura e um capital humano qualificado, fatores que tornam o Brasil atraente para investimentos nesse setor.
Rossi, que assumiu a liderança da Schneider Electric em 2024, possui uma vasta experiência no setor elétrico, incluindo passagens pela Indonésia. Ele observou que, enquanto a Indonésia ainda depende do carvão, o Brasil já apresenta uma matriz elétrica majoritariamente limpa. “O foco no Brasil é a resiliência da rede”, afirmou, referindo-se aos desafios enfrentados devido a eventos climáticos extremos.
O executivo também mencionou que, apesar do alto nível de digitalização no Brasil, a eficiência energética ainda não acompanha essa evolução. “Precisamos coletar mais dados e analisá-los”, disse, apontando para a oportunidade de integrar inteligência artificial e machine learning para otimizar a eficiência dos data centers. Rossi acredita que o Brasil pode se destacar na exportação de dados, mesmo que a exportação de energia limpa seja mais complexa.
Oportunidade na COP 30
O Brasil será o anfitrião da COP 30 em novembro, um evento que Rossi considera uma oportunidade única para liderar ações climáticas. “Essa convenção pode ser icônica, como foi a de Paris em 2015,” destacou. Ele acredita que a COP 30 pode ser um marco para acelerar mudanças significativas em políticas climáticas, ressaltando que não há mais barreiras tecnológicas ou financeiras para a implementação de soluções sustentáveis. Rossi espera que os resultados da conferência em Belém sejam visíveis até 2035, impactando positivamente o cenário global.
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