- As exportações de café do Brasil para a China caíram para 988 mil sacas em 2024, após atingir 1,5 milhão em 2023.
- Apesar do crescimento no consumo de café na China, que passou de 300 mil sacas em 2009 para 5,8 milhões atualmente, o país caiu da 6ª para a 14ª posição entre os maiores importadores de café brasileiro.
- O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informa que a prioridade é negociar a redução de tarifas com os Estados Unidos, que impõem uma sobretaxa de 50%.
- O mercado chinês ainda está em fase de estruturação, resultando em compras menos regulares, segundo Marcos Matos, do Cecafé.
- Autoridades chinesas visitaram o Brasil e anunciaram medidas para facilitar o comércio, incluindo a redução da burocracia.
As exportações de café do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, totalizando 988 mil sacas, após um recorde de 1,5 milhão em 2023. Apesar do aumento nas importações de café pela China nos últimos anos, o país ainda não se aproxima do volume adquirido pelos Estados Unidos, que continuam sendo os principais importadores do Brasil.
Nos últimos dez anos, o consumo de café na China cresceu exponencialmente, passando de 300 mil sacas em 2009 para 5,8 milhões atualmente, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, a China caiu da 6ª para a 14ª posição entre os maiores importadores de café brasileiro em 2024. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) destaca que, apesar do potencial do mercado chinês, a prioridade continua sendo a negociação de um alívio nas tarifas com os EUA, que impõem uma sobretaxa de 50%.
Marcos Matos, do Cecafé, afirma que o mercado chinês ainda está em fase de estruturação, o que resulta em compras menos regulares em comparação com mercados mais consolidados. Ele ressalta que a expectativa é que as vendas para a China aumentem um pouco em 2025, mas ainda longe do pico de 2023. Até julho de 2024, o Brasil já havia exportado 570 mil sacas de café para a China.
Recentemente, autoridades chinesas visitaram o Brasil e anunciaram medidas para facilitar o comércio, incluindo a redução da burocracia. Cento e oitenta e três empresas brasileiras foram cadastradas para atuar na exportação, embora nem todas sejam diretamente ligadas ao café. O Cecafé está trabalhando em conjunto com o Ministério da Agricultura para coordenar o armazenamento e a logística do produto no Brasil, visando atender à crescente demanda chinesa.
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