- A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras deve cair de 12% em 2024 para 9% até 2026.
- Essa redução é resultado do aumento das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que elevou alíquotas para produtos brasileiros a 50%.
- Para 2023, a participação já deve recuar para 10%, impactando setores como máquinas, carne e café.
- O déficit comercial do Brasil deve aumentar, passando de 300 milhões de dólares em 2024 para 4 bilhões de dólares em 2025.
- Apesar da queda nas exportações, o saldo comercial do Brasil permanece favorável, com superávit projetado de 58 bilhões de dólares para 2025.
A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras deve cair para 9% até 2026, uma redução significativa em relação aos 12% registrados em 2024. Essa diminuição é atribuída ao aumento das tarifas impostas por Donald Trump, que elevou alíquotas para produtos brasileiros a 50%. A previsão é de um estudo da consultoria MacroSector em parceria com a Volt Partners.
Para 2023, a consultoria estima que a participação dos EUA nas exportações brasileiras já deve recuar para 10%, refletindo o impacto das novas tarifas. O economista Fabio Silveira, da MacroSector, destaca que o efeito sobre a balança comercial será moderado, apesar do déficit crescente, que deve saltar de US$ 300 milhões em 2024 para US$ 4 bilhões este ano e US$ 7 bilhões em 2025.
Setores Impactados
Os setores mais afetados incluem máquinas e equipamentos, cujas vendas para os EUA devem cair de US$ 5,1 bilhões em 2024 para US$ 1,7 bilhão em 2025. As exportações de carne bovina também devem sofrer uma queda significativa, passando de US$ 900 milhões para US$ 400 milhões até 2026. No caso do café, as vendas devem recuar de US$ 1,9 bilhão para US$ 900 milhões no mesmo período.
Apesar da redução na participação dos EUA, o saldo comercial do Brasil continua favorável. Em 2024, o superávit foi de US$ 74,6 bilhões, com projeções de US$ 58 bilhões para este ano e US$ 55 bilhões para o próximo. Silveira ressalta que a concentração das exportações brasileiras em commodities, embora criticada, oferece flexibilidade na busca por novos mercados.
A consultoria acredita que a retração nas exportações totais do Brasil será inferior a 10% entre 2024 e 2026, com uma previsão de queda nas exportações de US$ 337 bilhões para US$ 311 bilhões. A situação atual, embora desafiadora, não deve desorganizar a economia brasileira, segundo os especialistas.
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