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Moedas digitais complicam a gestão da política monetária, afirma Galípolo

Drex propõe nova abordagem monetária e preserva intermediação bancária no sistema financeiro brasileiro

Foto: Reprodução
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  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, apresentou o Drex no evento Blockchain.RIO em seis de setembro.
  • O Drex é uma proposta de infraestrutura digital que visa modernizar as finanças brasileiras, diferenciando-se das moedas digitais tradicionais emitidas por bancos centrais, conhecidas como CBDCs.
  • Galípolo afirmou que o Drex não se encaixa na definição clássica de uma CBDC, pois se aproxima de uma lógica de moeda endógena, onde a oferta de moeda é influenciada pelas decisões dos bancos.
  • Ele destacou que a política monetária deve focar na taxa de juros para regular o crédito, em vez de controlar diretamente a quantidade de moeda disponível.
  • O Drex busca preservar a intermediação bancária, ao contrário das CBDCs, que podem encurtar o caminho entre o banco central e o consumidor.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, apresentou o Drex durante o evento Blockchain.RIO, realizado em 6 de setembro. O Drex é uma proposta de infraestrutura digital que visa modernizar as finanças brasileiras, diferenciando-se das moedas digitais tradicionais emitidas por bancos centrais, conhecidas como CBDCs.

Galípolo destacou que o Drex não se encaixa na definição clássica de uma CBDC. Ele explicou que, enquanto as CBDCs podem transformar depósitos em passivos, o Drex se aproxima de uma lógica de moeda endógena, onde a oferta de moeda é influenciada pelas decisões dos bancos. “A oferta de moeda é dada na economia pelo governo ou pelos bancos? Essa discussão é fundamental”, afirmou.

O presidente do Banco Central enfatizou que, na visão atual, a moeda é considerada endógena, permitindo que os bancos decidam a quantidade de moeda em circulação. Essa abordagem implica que a política monetária deve focar na taxa de juros para regular o crédito, ao invés de controlar diretamente a quantidade de moeda disponível.

Galípolo também ressaltou que o Drex busca manter a intermediação bancária, ao contrário das CBDCs, que podem encurtar o caminho entre o banco central e o consumidor. A proposta visa, assim, preservar a função dos bancos na economia, ao mesmo tempo em que moderniza o sistema financeiro nacional.

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