- A Noronha Pescados, empresa familiar de Pernambuco, anunciou planos de expansão para o mercado americano, apesar da tarifa de 50% sobre o pescado brasileiro, que começou em 6 de setembro de 2023.
- A estratégia envolve processar os produtos em fábricas terceirizadas nos Estados Unidos, visando contornar as tarifas e melhorar a logística.
- O CEO Guilherme Blanke afirmou que a empresa levará a matéria-prima para os EUA, onde o processamento ocorrerá.
- A Noronha Pescados participou da Seafood Expo North America em março e lançou a marca internacional Popeye Seafood, recebendo interesse de redes como Sam’s Club e Walmart.
- A empresa planeja diversificar seu portfólio no mercado americano, incluindo produtos como azeite de oliva e batata frita, e espera crescer entre 20% e 25% em 2025.
A Noronha Pescados, empresa familiar de Pernambuco, anunciou planos de expansão para o mercado americano, mesmo diante da nova tarifa de 50% sobre o pescado brasileiro, que entrou em vigor em 6 de setembro de 2023. A companhia, que atua no setor desde 1980, optou por processar seus produtos em fábricas terceirizadas nos Estados Unidos, buscando contornar as tarifas e otimizar a logística.
O CEO Guilherme Blanke destacou que a estratégia envolve levar a matéria-prima diretamente para os EUA, onde o processamento será realizado. “Vamos contornar as tarifas e ganhar eficiência logística”, afirmou. A decisão ocorre em um contexto de preocupação no setor, já que os EUA representam 70% das exportações brasileiras de pescado, totalizando US$ 244 milhões.
Expansão e Novos Produtos
A Noronha Pescados participou da Seafood Expo North America em março, onde lançou sua nova marca internacional, Popeye Seafood. A recepção positiva de redes como Sam’s Club e Walmart motivou a empresa a iniciar a produção em fábricas localizadas em Massachusetts ou Geórgia. A operação deve começar ainda em 2023, com um volume inicial de 1.000 toneladas mensais, podendo chegar a 10.000 toneladas em cinco anos.
Blanke também mencionou que a regulação americana é mais simples do que a brasileira, o que pode facilitar a abertura de uma planta própria nos EUA em até dois anos. A operação será abastecida por uma cadeia global de fornecedores, com o peixe branco vindo do Alasca, que não está sujeito a tarifas.
Diversificação e Crescimento
Além de pescados, a Noronha planeja diversificar seu portfólio no mercado americano, incluindo produtos como azeite de oliva, batata frita e até açaí, dependendo das condições tributárias. A empresa, que já atua com 1.000 toneladas de matéria-prima mensal no Brasil, registrou um crescimento de 20% em 2024, com receita líquida de R$ 232 milhões.
Sob a liderança de Blanke, a Noronha Pescados evoluiu de uma empresa focada apenas em pescados para uma atuação mais ampla, incluindo empanados e distribuição de alimentos. A expectativa é crescer entre 20% e 25% em 2025, aproximando-se de um faturamento de R$ 300 milhões. A empresa também instituiu um conselho consultivo e contratou consultoria para fortalecer sua governança, refletindo sua transição para uma operação de maior escala.
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