- Silvana Pires, executiva sênior de Recursos Humanos, destaca a necessidade de integrar inteligência artificial e sustentabilidade nas empresas.
- Em conversa com sua filha, ela percebeu que a nova geração vê a IA como uma aliada nos estudos.
- Pires defende que a sustentabilidade deve ser parte central da estratégia organizacional e que o setor de Recursos Humanos deve adotar essa agenda.
- A nova geração exige coerência nas ações empresariais, buscando organizações que compartilhem valores de justiça social e sustentabilidade.
- Silvana alerta que ignorar a crise climática é uma urgência ética e propõe a formação de novas competências desde a infância e a requalificação de adultos afetados pelas mudanças climáticas.
Silvana Pires, executiva sênior de RH e membro do Clube CHRO da EXAME e Saint Paul, destaca a urgência de integrar inteligência artificial e sustentabilidade nas práticas empresariais. Em uma conversa com sua filha de 14 anos, a adolescente expressou confiança na IA, vendo-a como uma parceira em seus estudos. Para Silvana, essa visão positiva é essencial, pois a inteligência artificial deve ser encarada como uma aliada, não uma ameaça.
Com quase duas décadas de experiência em recursos humanos, Silvana defende que a sustentabilidade e a tecnologia precisam ser tratadas como partes fundamentais da estratégia organizacional. Ela afirma que o RH deve ser mais do que uma função operacional; deve ser transversal, incorporando a agenda de sustentabilidade em suas práticas. Exemplos de empresas que atrelam bônus a ações sustentáveis, como a adoção de veículos elétricos, são citados como boas práticas.
A Nova Geração e a Coerência
A chegada de uma nova geração ao mercado de trabalho traz uma demanda por coerência nas ações empresariais. Os jovens buscam organizações que compartilhem seus valores de justiça social e sustentabilidade. Silvana enfatiza que não basta ter um propósito; é necessário demonstrar ações concretas e impacto positivo. O verdadeiro ESG deve influenciar critérios de promoção e redesenhar incentivos.
Silvana alerta que as empresas que ignoram a crise climática estão apenas adiando o inevitável. A responsabilidade ambiental não é mais uma escolha, mas uma urgência ética. Para enfrentar esses desafios, é crucial formar novas competências, que devem ser estruturantes tanto na educação quanto nas políticas públicas. A executiva propõe que a educação socioambiental comece na infância e que haja incentivos à requalificação de adultos afetados pelas mudanças climáticas.
Mobilização e Ação
Silvana provoca uma reflexão sobre o potencial transformador das organizações. Com grandes equipes, as empresas têm a oportunidade de mobilizar um universo significativo em prol da sustentabilidade. A mudança não se faz apenas com tecnologias limpas, mas com coerência interna e justiça nas estruturas. A urgência de agir é clara, pois o futuro já está presente, e as empresas precisam se preparar para não serem pegas de surpresa.
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