- A Suzano (SUZB3) registrou um lucro líquido de R$ 5,01 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 3,77 bilhões do mesmo período em 2024.
- A receita líquida cresceu de R$ 11,5 bilhões para R$ 13,29 bilhões, um aumento de 15,7%.
- O lucro bruto caiu 13,2%, passando de R$ 5,4 bilhões para R$ 4,7 bilhões, e o EBITDA ajustado foi de R$ 6,09 bilhões, uma retração de 3%.
- A empresa aumentou suas projeções de investimentos para 2025 de R$ 12,4 bilhões para R$ 13,3 bilhões, devido a um contrato com a Eldorado Brasil Celulose.
- As ações da Suzano subiram 5% após a divulgação dos resultados, e a empresa anunciou uma redução de 3,5% na produção de celulose para os próximos doze meses.
A Suzano (SUZB3) anunciou uma recuperação significativa em seu desempenho financeiro, revertendo um prejuízo de R$ 3,77 bilhões no segundo trimestre de 2024 para um lucro líquido de R$ 5,01 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 6, superou a expectativa média de analistas, que projetavam um lucro de R$ 3,97 bilhões.
A receita líquida da empresa cresceu de R$ 11,5 bilhões para R$ 13,29 bilhões, um aumento de 15,7%. Contudo, o lucro bruto caiu 13,2%, passando de R$ 5,4 bilhões para R$ 4,7 bilhões. O EBITDA ajustado foi de R$ 6,09 bilhões, uma retração de 3% em relação ao ano anterior.
Revisão de Investimentos
Além dos resultados financeiros, a Suzano revisou suas projeções de investimentos para 2025, aumentando de R$ 12,4 bilhões para R$ 13,3 bilhões, um crescimento de 7,3%. Essa revisão é atribuída à assinatura de um contrato com a Eldorado Brasil Celulose, que envolve a permuta de 18 milhões de metros cúbicos de madeira em pé no Mato Grosso do Sul. A Suzano pagará R$ 1,317 bilhão à Eldorado, com colheita prevista entre 2025 e 2027.
A dívida líquida da empresa aumentou para US$ 13 bilhões, em comparação aos US$ 12 bilhões do segundo trimestre de 2024. A alavancagem financeira apresentou leve redução, passando de 3,2 vezes para 3 vezes em dólar, refletindo a recuperação da Suzano em um cenário desafiador.
Desempenho do Segmento de Papel e Celulose
No segmento de celulose, os volumes de vendas atingiram 3,3 milhões de toneladas, um aumento de 23% em relação ao trimestre anterior. O custo em caixa caiu 3%, para R$ 832 a tonelada, beneficiado pela valorização do real e redução nos custos de insumos. No segmento de papel, as vendas cresceram 5%, totalizando 411 mil toneladas, com um EBITDA ajustado de R$ 709 milhões, um aumento de 16%.
As ações da Suzano registraram um aumento de 5% após a divulgação dos resultados, destacando-se entre as maiores altas do Ibovespa. A empresa também anunciou uma redução de 3,5% na produção de celulose para os próximos doze meses, uma medida considerada “disciplinada” pelos analistas, visando enfrentar o excesso de oferta no mercado.
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