- A Travel Rule determina o compartilhamento de dados de remetentes e destinatários em transferências acima de mil euros, envolvendo exchanges, usuários e carteiras descentralizadas, para monitorar operações suspeitas.
- A norma foi implementada pela CGFSC de Gibraltar, com base nas recomendações da FATF; a corretora Bitso já cumpre o regulamento por ser regulada pela GFSC.
- A medida aumenta a rastreabilidade, facilita due diligence das instituições receptoras e eleva o nível de segurança do ecossistema cripto.
- Países como Estados Unidos, Hong Kong e membros da União Europeia já adotaram a Travel Rule; o Brasil discute a implementação e se prepara para regulamentação futura.
- No Blockchain Rio, o tema foi apresentado como passo para a profissionalização do setor, com ênfase em stablecoins, segurança e transformação do mercado.
A Travel Rule, regra de viagem, define um padrão de segurança para transações com criptomoedas. A norma foi implementada pela GFSC, omissão de Serviços Financeiros de Gibraltar, com base nas diretrizes da FATF, para monitorar operações acima de 1.000 euros.
A medida alcança exchanges, usuários e carteiras descentralizadas, permitindo o compartilhamento de dados entre remetentes e destinatários. O objetivo é identificar operações suspeitas e prevenir crimes como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
A Bitso já cumpre a norma por atuar sob a regulação GFSC, o que reforça a conformidade com exigências internacionais. O avanço sinaliza um ambiente cripto mais seguro e confiável.
Travel Rule fortalece compliance e aumenta a confiança dos usuários
Segundo Georgia Sanches, gerente de desenvolvimento de negócios da Sumsub no Brasil, a Travel Rule representa um avanço relevante para o setor, pois permite rastreabilidade e compliance nas transações digitais e eleva a segurança do mercado.
A norma possibilita identificar todas as partes envolvidas em uma transação, incluindo corretoras, usuários e as carteiras, ampliando o escopo de verificação. O conceito reforça o papel das práticas de due diligence nas instituições.
Além disso, a Travel Rule avalia a solidez da estrutura de compliance da instituição receptora, contribuindo para elevar os padrões de segurança no ecossistema cripto.
Travel Rule já está em vigor no exterior e pode chegar ao Brasil
A aplicação da regra não se restringe a Gibraltar. Estados Unidos, Hong Kong e membros da União Europeia já adotaram a Travel Rule, como parte das exigências regulatórias internacionais.
No Brasil, o setor discute a implementação, enquanto se preparam para a possível adoção. A visão é alinhar-se às principais regulações globais para mercados regulados assim que a regulação brasileira entrar em vigor.
Impacto esperado no ecossistema cripto mundial
Durante o Blockchain Rio, a pauta também envolveu stablecoins, segurança e o papel da Travel Rule na transformação do setor. A expansão da norma é vista como um passo para a profissionalização das atividades digitais.
Conforme mais países adotam a Travel Rule, o ambiente se torna mais confiável, transparente e apto a atrair novos investidores, com maior rigor de conformidade e monitoramento.
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