- A incerteza nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China impactou o comércio global, especialmente no transporte aéreo de carga.
- Em julho, o volume de carga aérea global cresceu cinco por cento em relação ao ano anterior, devido à urgência dos embarcadores em enviar produtos antes do prazo de doze de agosto.
- A carga aérea da China para a Europa aumentou noventa por cento, com mercadorias sendo redirecionadas em resposta a tarifas elevadas e proibições de importação para os Estados Unidos.
- As tarifas sobre semicondutores elevaram as taxas de frete de Taiwan para os Estados Unidos em nove por cento, levando empresas a optar pelo transporte aéreo.
- O corredor transatlântico registrou aumentos significativos nas tarifas, impulsionados pela antecipação das tarifas e pela redução da capacidade de carga em voos de passageiros.
A incerteza nas negociações comerciais entre os EUA e a China tem gerado um impacto significativo no comércio global, especialmente no setor de transporte aéreo de carga. Em julho, o volume de carga aérea global aumentou 5% em relação ao ano anterior, impulsionado pela urgência dos embarcadores em enviar produtos antes do prazo de 12 de agosto.
O aumento mais expressivo foi observado na carga aérea da China para a Europa, que cresceu 90%. Esse movimento se deve à necessidade de redirecionar mercadorias que antes eram destinadas aos EUA, em resposta às tarifas elevadas e à proibição de importação de certos produtos. Segundo Wenwen Zhang, analista de transporte aéreo da Xeneta, “a China encontrou outro mercado para mover os bens que antes iam para os EUA.”
Além disso, as tarifas sobre semicondutores também influenciaram o aumento das taxas de frete de Taiwan para os EUA, com um crescimento de 9% nas tarifas. A incerteza em torno dessas tarifas tem levado empresas a optar pelo transporte aéreo, que oferece maior agilidade. Niall van de Wouw, diretor de frete aéreo da Xeneta, destacou que essa confusão tarifária está incentivando mais empresas a utilizarem o transporte aéreo, mesmo que não fosse sua primeira escolha.
O cenário atual também reflete uma mudança nas rotas de transporte aéreo, com um aumento na demanda pelo corredor transatlântico. Este se destacou como o único mercado principal a registrar aumentos consideráveis nas tarifas em ambas as direções, impulsionado pela combinação de frontloading e a diminuição da capacidade de carga em voos de passageiros. “Normalmente, o verão é um período tranquilo para o mercado transatlântico, mas a antecipação das tarifas gerou crescimento,” afirmou Zhang.
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